Luciano Esteves Mendes - Sheikk
Luciano Esteves Mendes, o Luciano Sheikk, é natural de Itanhandu(MG), e sua família mudou-se para Ponte Nova quando ele ainda cursava a escola primária.
Formou-se em Administração de Empresas pela Universidade Federal de Viçosa e atua como consultor de mirco e pequenas empresas nas áreas administrativa e mercadológia.
Em Viçosa, colaborou com os jornais "Folha da Mata" e "Gazeta Regional". Em Ponte Nova, já teve coluna regular nesta na "Folha de Ponte Nova". Atua na edição do "Informe Bancário", jornal editado pelo Sindicato dos Bancários de Ponte Nova e Região, do qual é diretor. Admitido por concurso, é funcionário da Caixa Econômica Federal.
Tem três livros publicados: "Coisas da Janela"(1985), "Procuro-me"( 1988), e "Inversos"(1990), todos com poemas modernistas, com objetvos estéticos e observações de sentimentos, denúncias e crítica. Tem dois inédito: "A Brincadeira que Deu Certo" (infantil) e "Coração de Estudante"(romance). Incentivador de arte e da cultura, colaborou para o surgimento da "Galeria da Caixa" ( posteriormente desativada) e em várias edições da "Quinta Cultural", no E.C. Palmeirense.
Sheikk que tem como patrono Mário Quintana.
Mário Quintana
"Cedi os direitos integrais do livro 'Pé de Pilão' à creche de mesmo nome. Quando lanço uma idéia, as pessoas dizem que são coisas de poeta... Bastaria que fosse dado á educação 0,5% de cada livro publicado no país. Acho que o analfabetismo é uma porta fechada, só gera desemprego, que por sua vez gera sub- homens e outros subs. Tudo isso vem do desajuste social provocado pelo analfabetismo, que veda o acesso ás profissões condignas com a condição humana. Todo mundo tem sua mania de salvar a humanidade. A minha é essa..." Mário Quintana, no Correio do Povo(RS).
Meu encantamento é pela obra, e prosa e verso, pela história de Mário Quintana. É admirável a sua facilidade em transitar entre as mais diversas formas e conteúdos. Estreou com sonetos, experimentou quartetos haicais e epigramas. A métrica e a rima deixaram de ser regra. Serviu-se de todas as formas, sem tornar-se dependente de qualquer uma.
O humor, o poder de síntese e a possibilidade do inesperado na conclusão de seu textos são para mim, os três grandes deste poeta gaúcho nascido em Alegrete, em 1906.
O grande desejo de Mário Quintana era entrar para Academia Brasileira de Letras. Partiu desta vida sem concretizá-lo, mas não deixou, nem deixará de ser imortal. Sua literatura tem mais densidade que a de muitos que pertenceram, pertencem e pertencerão à ABL.
Mesmo tendo publicado mais trinta livros e colaborado com diversos jornais e revistas, teve um fim de vida solitário e dependente financeiramente. Paulo Roberto Falcão, o craque Falcão, do Internacional, foi quem lhe patrocinou um apartamento de hotel em Porto Alegre onde viveu seus últimos dias.
Como os mitos se fazem, normalmente logo após a sua morte, Mário Quintana teve até este momento subestimado pela imprensa brasileira, que deu mais destaque á morte de Airton Sena. Mas é isto mesmo, o poeta verdadeiro não elabora a sua obra para viver o momento, mas para que ela mesma tenha sobrevida por tempos e tempos.
Para concluir, registro dois poemas do meu patrono, um em prosa e outro em versos: