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Mais de mil pessoas precisam de ajuda humanitária na Zona da Mata Destaque

Mais de mil pessoas precisam de ajuda humanitária na Zona da Mata

O distrito de Águas Férreas foi um dos mais destruído pela chuva desta semana

PUBLICADO EM 05/12/17 - 11h51
 

Água potável, colchões, alimentos e medicamentos. Estes são os principais insumos necessários para a mais de mil pessoas que foram atingidas pelas fortes chuvas que causaram estragos na Zona da Mata nos últimos dias. Mil pessoas estão desabrigadas somente em dois distritos que ficam às margens do rio Casca, sendo eles Águas Férreas, que pertence a São Pedro dos Ferros, e Vista Alegre, distrito da cidade de Rio Casca, onde praticamente todas as casas foram atingidas. 

Na madrugada desta terça-feira (5), militares do Corpo de Bombeiros resgataram 15 pessoas que estavam ilhadas nos dois distritos. Nesta manhã, 13 viaturas, 34 homens da corporação e voluntários estão trabalhando na região. 

O vereador Danilo Caldareli (PPS), de São Pedro dos Ferros, conta que por volta de 13h o rio Casca desceu da cidade de mesmo nome com muita rapidez, pegando os moradores do distrito de surpresa. "Muita gente não conseguiu sair de casa, teve pessoas em construções de três andares e que tiveram que ficar em cima do telhado. O problema foi para chegar socorro, já que o distrito ficou isolado por conta de algumas estradas que estão fechadas. Precisamos do apoio da PM de Raul Soares, que veio com botes, para fazermos alguns resgates", detalha o político.

Ao todo, Águas Férreas tem cerca de 1.350 pessoas, sendo que somente dois bairros que são mais altos não ficaram debaixo d'água. "Só o bairro Alto Vera Cruz e o que é conhecido como Pendurico que não foram atingidos. Escolas, posto de saúde, ficou tudo completamente destruído. Algumas casas foram levadas pela força da água, temos muita gente desabrigada. Mas em, Vista Alegre, que é do outro lado, são mais de 1.500 pessoas e as casas são mais baixas. A situação lá talvez tenha sido até mais grave", lamenta Caldareli. 

As doações podem ser feitas no Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), que fica na avenida Cristóvão Colombo, 683, no Bairro Funcionários. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (31) 3349-2400 ou no site, que pode ser acessado clicando AQUI.

 

OUTRAS CIDADES DA REGIÃO

A poucos quilômetros dos distritos destruídos pela chuva, a cidade de Santo Antônio do Grama também fico debaixo d'água. A prefeita Alcione Ferreira de Albuquerque Lima (PP) comemora a ausência de vítimas fatais no município, apesar dos estragos. "Na história da cidade, segundo os moradores mais antigos, dizem que foi a pior situação que já vivemos. Temos muita gente desabrigada, que perderam tudo mesmo", conta. 

Ainda segundo ela, as cerca de 50 famílias desabrigadas estão sendo encaminhados para a Escola Integral da cidade. "Colchão e água potável são os principais produtos que estamos precisando neste momento. Roupas a gente se vira com as doações dos moradores mesmo. Acontece que a cidade está isolada, ficamos sem luz e sem internet. Só hoje (terça) conseguimos um acesso que sai perto de Abre Campo, único loca que temos para sair daqui", disse a prefeita. 

Além do distrito de Vista Alegre, a cidade de Rio Casca também foi completamente tomada pela água nos últimos dias. Segundo a Cedec, foi registrada a queda de uma ponte na área Central do município, onde o nível das águas chegou a aproximadamente 2,10 metros de altura. Toda a área comercial foi atingida pela força das águas. 

Em Piedade de Ponte Nova, as águas do Córrego dos Martins transbordaram e atingiram diversas residências na parte baixa da cidade. Conforme a prefeitura, ao mesmo tempo, na parte alta ocorreram vários deslizamentos de encosta que atingiram algumas residências. Alguns desabrigados foram encaminhados para a casa de amigos e parentes. A distribuição de água potável está interrompida na cidade. 

Já na cidade de Santa Cruz do Escalvado, as águas do ribeirão Escalvado chegaram a subir aproximadamente 2,60 metros, submergindo algumas residências. Diversas famílias ficaram ilhadas e foram retiradas por funcionários da Prefeitura e da polícia. 

Ainda na Zona da Mata, a cidade de Urucânia, onde quatro pessoas estão desaparecidas, também foram registrados deslizamentos de terra em muitas áreas de encostas. Felizmente não houve registro de vítimas em decorrência do evento. 

 

DESAPARECIDOS

Ainda de acordo com o Corpo de Bombeiros, existem relatos de que, em Vista Alegre, um senhor identificado apenas como Luiz, de 60 anos, foi arrastado pela correnteza enquanto ajudava no resgate dos moradores e não foi mais visto. Porém, o desaparecimento dele ainda não foi confirmado pela corporação.

"Tem a possibilidade de um outro senhor, por volta dos 70 anos, ter se afogado dentro da própria casa em Águas Férreas. Ele é cadeirante e não teria conseguido sair da casa. Hoje (terça-feira) a água abaixou muito e o pessoal vai descer para lá. Talvez dê para confirmar isso. As pessoas perderam quase tudo que tinham e, dentro do possível, agora é colaborar com doações. Estamos sem luz, sem telefone e sem água, pois a central de abastecimento foi totalmente alagada", completa o vereador.

Em Urucânia, duas mulheres e duas crianças estão desaparecidas desde a manhã de segunda-feira (4). Elas foram levadas por uma enxurrada em uma comunidade conhecida como "Parada Paulista", na área rural do município, que fica perto da Usina Jatiboca.

Até o momento, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) já contabiliza cinco mortes durante o período chuvoso deste ano. No dia 2 de outubro, um taxista de 37 anos morreu após o veículo dele ser atingido por uma árvore em Belo Horizonte. No mesmo dia, uma mulher de 41 anos e um homem de 36 morreram em uma plantação de Uberaba, no Triângulo, ao serem atingidos por um raio.

Já no dia 1º de dezembro, outras duas mortes foram registradas. Em Perdizes, no Alto Paranaíba, um menino de 6 anos se afogou após ser levado por uma enxurrada e ir parar em um bueiro. Já em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de BH, uma senhora de 80 anos, que era acamada, morreu afogada após sua casa ser tomada pela água.

Se confirmadas as mortes dos desaparecidos, o número de óbitos em decorrência da chuva poderá chegar a 12 somente nos dois primeiros meses do período. 

 

Fonte: O Tempo

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