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OS ANIMAIS MERECEM MELHOR TRATAMENTO NA FESTA DE SÃO SEBASTIÃO

OS ANIMAIS MERECEM MELHOR TRATAMENTO NA FESTA DE SÃO SEBASTIÃO

                  No sábado, dia 20 de janeiro, depois de 06 (seis) anos, fui ver a Festa de São Sebastião, o nosso padroeiro. Sai por volta das 10h da Vila Centenário, andando com as próprias pernas, subiu a quase íngreme Avenida Caetano Marinho. Parei no Garfield's para tomar água. Por lá, conversei com dois bons amigos, Paulinho Alves Pereira (filho do vereador, já falecido, José Alves Pereira) e Luiz Dias Sette (Luiz Peru).

                  Da porta do Pontenovense avistei uma enorme tenda e entusiasmado falei pelos cotovelos com eles: "Que legal! Finalmente, a Igreja Católica resolveu proteger os bichos que chegam para o leilão". Os devotos doam para esta festa dezenas galinhas, galos, patos, patas, perus, além de belos exemplares de suínos e bezerros. Nas festas anteriores pude anotar até vacas e ovelhas.

                  Longe ser contra o leilão, afinal é uma tradição católica. Os fiéis acreditam que doando estão mais leves para serem perdoados, mas não é nenhum pagamento de indulgência, prática da igreja medieval de 1500, que resultou na diáspora comandada por Martinho Lutero, monge alemão. Daí surgiu o Protestantismo.

                Bem, mas os animais também são filhos de Deus e merecem o mesmo tratamento que os humanos. Eles são pegos de madrugada e chegam ao “curralzinho” ao lado Matriz de São Sebastião ao raiar do dia e só saem dali (no caso os últimos arrematados) por volta de 14 horas. São mais 07 (sete) horas debaixo de sol e estressados pelo barulho de carro e burburinho das pessoas. Misturados a fezes.

               Há algum tempo, cheguei a debater o caso em emissoras de rádio e pelo Facebook. Pois bem, voltando ao topo deste artigo, resolvi ir até à tenda montada. Quando cheguei me bateu a mesma indignação de sempre. Os animais, no caso, os bezerros, estavam acomodados em 45 metros. Eram 30 animais. Quase se espremendo. Sobrava menos de 01 m (um metro) de espaço. Eles estavam como “bicho de monte”. Fora da tenda, expostos ao sol.

 

           

            

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