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Ricardo Motta

Ricardo Motta (114)

ÍNDIOS MUNDURUKUS QUEREM EXPULSAR GARIMPEIROS ILEGAIS NO PARÁ

          Atividades de extração ilegal de ouro no Rio das Tropas estão prejudicando cerca de mil índios da Terra Indígena (TI) Munduruku, na região do Alto Rio Tapajós, no sudoeste do Pará. A situação é denunciada pelas lideranças indígenas da região. Eles afirmam que o garimpo – que está aberto há mais de dois anos – trouxe doenças aos indígenas como a malária e a diarreia.  Além disso, a garimpagem provoca o assoreamento e o desvio do curso de rios e igarapés importantes para a rotina dos Munduruku. 

          O presidente da Associação Indígena Pussuru, Adaisio Kirixi Munduruku disse à agência Amazônia Real que o garimpo no Rio das Tropas já resultou em grandes danos ambientais, como a derrubada de centenas de árvores e a morte de igarapés que eram utilizados na rotina dos indígenas. “Os igarapés eram importantes para nós, pois eles serviam para a pesca e para a viagem de pequenas embarcações indígenas”, lamentou a liderança.

          A Terra Indígena Munduruku é homologada e tem 2.382 mil hectares, onde vivem mais de 6.518 pessoas, entre eles, índios Apiaká, que são do tronco linguístico Tupi-Guarani. Segundo informações do site Amazônia, com reportagem de Márcio Camilo, da Agência Amazônia Real, a população total dos índios Munduruku é de mais de 13.700 pessoas, ocupando mais de 12 territórios entres os estados de Mato Grosso, Pará e Amazonas. De acordo com a Fundação Nacional do Índio (Funai), no entorno da região do garimpo na TI Munduruku há 17 aldeias onde vivem 217 famílias (ou 990 pessoas).

            O garimpo ilegal não tem fiscalização, sendo responsáveis por danos incomensuráveis aos rios e cursos d’água, uma vez que não existe fiscalização adequada. Ponte Nova pode se orgulhar de ter legislação proibindo o garimpo no Rio Piranga. Está na LOM-Lei Orgânica Municipal, aprovada em 1990. A introdução do artigo na LOM aconteceu em decorrência e ações articuladas pelos ambientalistas locais, tendo à frente Hélcio Totino, este articulista (Ricardo Motta), Carlota Colaço, entre outros. O autor da emenda foi o vereador Zezé Bueno (1989-1992).

            O combate ao garimpo em Ponte Nova teve ações enérgicas da Polícia Militar do Meio Ambiente, inicialmente com o sargento Apolinário, que recebeu o título de Cidadão Honorário de Ponte Nova, o ano passado por indicação do vereador Sérgio Ferrugem. Em seguida atuaram o sargento Alves e por fim o sargento Miguel. Na década de 90, outro ator foi importante para afastar os garimpeiros de nossas águas territoriais: o Promotor de Justiça Arlindo Vieira Gabriel, o primeiro representante do Ministério Público a atuar como Curador de Meio Ambiente em nossa Comarca.

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OS ANIMAIS MERECEM MELHOR TRATAMENTO NA FESTA DE SÃO SEBASTIÃO

                  No sábado, dia 20 de janeiro, depois de 06 (seis) anos, fui ver a Festa de São Sebastião, o nosso padroeiro. Sai por volta das 10h da Vila Centenário, andando com as próprias pernas, subiu a quase íngreme Avenida Caetano Marinho. Parei no Garfield's para tomar água. Por lá, conversei com dois bons amigos, Paulinho Alves Pereira (filho do vereador, já falecido, José Alves Pereira) e Luiz Dias Sette (Luiz Peru).

                  Da porta do Pontenovense avistei uma enorme tenda e entusiasmado falei pelos cotovelos com eles: "Que legal! Finalmente, a Igreja Católica resolveu proteger os bichos que chegam para o leilão". Os devotos doam para esta festa dezenas galinhas, galos, patos, patas, perus, além de belos exemplares de suínos e bezerros. Nas festas anteriores pude anotar até vacas e ovelhas.

                  Longe ser contra o leilão, afinal é uma tradição católica. Os fiéis acreditam que doando estão mais leves para serem perdoados, mas não é nenhum pagamento de indulgência, prática da igreja medieval de 1500, que resultou na diáspora comandada por Martinho Lutero, monge alemão. Daí surgiu o Protestantismo.

                Bem, mas os animais também são filhos de Deus e merecem o mesmo tratamento que os humanos. Eles são pegos de madrugada e chegam ao “curralzinho” ao lado Matriz de São Sebastião ao raiar do dia e só saem dali (no caso os últimos arrematados) por volta de 14 horas. São mais 07 (sete) horas debaixo de sol e estressados pelo barulho de carro e burburinho das pessoas. Misturados a fezes.

               Há algum tempo, cheguei a debater o caso em emissoras de rádio e pelo Facebook. Pois bem, voltando ao topo deste artigo, resolvi ir até à tenda montada. Quando cheguei me bateu a mesma indignação de sempre. Os animais, no caso, os bezerros, estavam acomodados em 45 metros. Eram 30 animais. Quase se espremendo. Sobrava menos de 01 m (um metro) de espaço. Eles estavam como “bicho de monte”. Fora da tenda, expostos ao sol.

 

           

            

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A POLÊMICA DA COBRA DO PASSA-CINCO

           No inicio da semana que começou no dia 8 de janeiro, Mariana Nzinga postou em sua página no Facebook algumas fotos de sua família no Passa-Cinco, desfrutando a paisagem florestal na primeira lagoa. Aparece ao fundo uma imagem de uma cobra, que na verdade é uma cobra jararacuçu-tapete. Algumas pessoas apressaram-se a desmentir e até foram ao Parque Natural Tancredo Neves e pegaram um galho de árvore para dizer que o assunto era um blefe.

         Mas não é. Se um policial fizer uma perícia na foto dos caras tirando o pedaço de pau, perceberão que eles (os caras) estão em outro cenário. Não estão na cena do "crime". Eles retiraram um pedaço de madeira, mas em outro trecho da lagoa. Naquela foto que Mariana Nzinga postou você tem uma cobra e é uma jararacuçu-tapete, possivelmente. No Passa-Cinco tem muitas destas cobras. Eu vi uma delas em 1994, quando morei lá durante 30 dias, comendo batata-doce, talo e folha de couve, além de frutas silvestres e bebendo água de nascente. Eu vi uma serpente de quase 02 (dois) metros.

         Anos mais tarde, convivendo com o Senhor Olímpio, Coordenador do Viveiro do Passa-Cinco, ele me falou que o Parque tem muitas delas e que já tinha visto várias vezes jararacuçus de espécies diferentes, incluindo a mais popular que é a jararacuçu-tapete. No Brasil, a maioria dos acidentes envolvendo pessoas picadas por cobras são atribuídos aos ataques de jararacuçus. Uma cobra dessas pode viver até 20 anos. 

          Em 2011, levei vários adolescentes assistidos pelo do CRAS para uma visita de Educação Ambiental, quando eu era Diretor daquela Unidade de Conservação. Ao passar por uma trilha, avistamos o bambuzal da segunda lagoa, designada por ambientalistas como a lagoa da jararaca, por causa da grande quantidade desta espécie que fica por ali.

        Em dado momento, uma adolescente de 14 anos, Thaline Santos (filha do antigo presidente da Associação de Moradores do Bairro de Fátima, Gismar Tomáz dos Santos, irmão de Chumbinho), falou para todos: "cuidado, aqui mora a cobra-mãe, uma enorme surucucu (nome também dado à jararacuçu). Minha mãe falou que já viu. Ela é a mãe de todas outras cobras!".

       Em 2015, durante a execução do Projeto Rio Piranga, fomos pegar mudas para plantar nas margens do rio Piranga. Quando chegamos próximo a um dos canteiros, junto com o Senhor Olímpio, ele falou: "não coloca a mão. Tem um filhote de cobra enrolado na muda de cássia-imperial/chuva-de-ouro)".

     As pessoas costumam dizer: "eu mato a cobra e mostro o pau". Como eu não mato animais, digo: "Eu vejo a cobra, fotografo e mostro a imagem!". (foto acima)

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DANILO CARVALHO DEIXA UMA HISTÓRIA DE ARTE E CULTURA

        Danilo Carvalho partiu na semana passada, foi sepultado no cemitério do Centro Histórico, na sexta-feira, dia 12 de janeiro. Nascido em Guidoval, Danilo era de 1953. Segundo o BloGuidoval ele nasceu no sobrado que fica na esquina da Rua Santa Cruz com a Praça Major Albino, onde hoje é um bar. Filho de Bertim de Freitas e Honorina de Carvalho, ele de Ubá e ela de Guidoval, irmã da Dona Otília dos Correios. Os avós maternos são Luiz de Carvalho e Maria Luiza de Carvalho.


       O Blog registra que não sabe muito bem como os seus pais se conheceram. Supõe que possa ser através da pescaria, pois seu pai exercia bem essa atividade. Vivia pescando no rio Xopotó, que atravessa Guidoval.  Danilo saiu cedo de Guidoval, percorreu mundo, até chegar a Ponte Nova onde se casou há 27 anos com Maria do Carmo com quem tem três filhos, Gregório, Eliza e Luiza.

 

         Em Ponte Nova, inicialmente montou um laboratório fotográfico e uma loja de vendas de produtos da mesma linha. Enveredou-se pelo caminho das exposições fotográficas, no próprio estabelecimento. Além disso, Danilo Carvalho era um exímio cinegrafista. Suas filmagens de casamentos, eventos, eram verdadeiras obras artísticas. Além disto, Danilo participava de eventos culturais e tornou-se amigos de diversos intelectuais e artistas de Ponte Nova.

           

            Como artista plástico fez diversas exposições, incluindo Ponte Nova. Algumas delas registramos: Entre 1972 e 1977, realizou 05 (cinco) exposições de pinturas, em Brasília/DF. Entre os anos de 1979 e1989, realizou exposições fotográficas em Belo Horizonte e Porto Alegre. Em Ponte Nova, Danilo Carvalho montou várias exposições no Banco do Brasil e Pontenovense Futebol Clube. Suas obras ganharam vida em Viçosa, Mariana e Ouro Preto. E por último em Tiradentes, para onde se mudou e montou um ateliê, frequentado por gente de todo o mundo.


 

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BARATA PODE SER IMPORTANTE: NOJENTO OU NÃO?

                Ela é uma das maiores vilãs do mundo animal. Transmite doenças, adapta-se a qualquer ambiente, e, como se não bastasse, é feia. Poucos discordariam de aplicar este julgamento à barata. Mas há quem se esforce para mudar a imagem do inseto. Um grupo do Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) prepara uma série de minidocumentários para provar que a cucaracha é importante na cadeia alimentar, fundamental para a limpeza de material orgânico e, além de tudo, pode até ter uma aparência simpática.

             Existe um confronto urbano entre o homem e a barata - destaca Roberto Eizemberg, que integra a equipe do projeto batizado de "Baratas: procuradas vivas ou mortas". - Não queremos que ninguém crie o inseto em casa. Mas é importante saber como ele é necessário à natureza, e de que formas podemos controlar o seu crescimento populacional nos centros urbanos.

          O boom das baratas poderia ser evitado com ajuda de sua maior inimiga: a vespa. Ela põe seu ovo no interior da ooteca (estojo de secreção com ovos) da barata - uma estrutura de cálcio onde há dezenas de ovos. A larva da vespa, ao nascer, alimenta-se dos embriões da rival em gestação.

           A aliança do homem com a vespa seria bem-vinda. O crescimento das metrópoles tem assanhado as baratas. Já existem 200 delas para cada um de nós em São Paulo, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Biológicas. Afinal, com as cidades, aumenta também a produção de lixo, seu habitat por excelência. E, quando se trata delas, nenhum exemplar é desprezível. Uma barata deixa, em média, 750 filhotes em sua vida, produzidos em apenas um ano.

             Por isso, não precisa gritar: se flagrada por aí, a barata foge. Se capturada, ela aciona seus mecanismos de defesa. Entre seus recursos está a mordida (caso do inseto urbano), estridular (a emissão de um som agudo, comum entre as espécies silvestres) e o uso dos espinhos de suas patas, também visto apenas em algumas delas. Nem os inseticidas são muito eficientes, porque, quando usados em excesso, podem contribuir para a proliferação de um grupo mais resistente ao veneno.

                 O que não se discute é a capacidade de sobrevivência desse inseto. Não à toa há fósseis do animal de 300 milhões de anos - são, portanto, anteriores aos dinossauros. Em toda a sua trajetória, o inseto sofreu pouquíssimas adaptações em sua anatomia. O desenho das asas, por exemplo, é praticamente o mesmo. O futuro também não reserva ameaças à barata. Nem um ataque nuclear seria capaz de detê-las.

                 Desprezada pelo homem, a barata apetece ao paladar de aranhas, lacraias, sapos, escorpiões e pássaros. Tem, portanto, um papel inegável na cadeia alimentar. Mais amplo é o cardápio das próprias baratas. A impressão é de que qualquer objeto pode lhes servir de alimento. As espécies silvestres preferem raízes de plantas e fungos; as urbanas, plástico, isopor, madeira, materiais de fossas. Eventualmente podem apelar Eventualmente podem apelar para o canibalismo, quando a dieta tradicional é escassa ou sua colônia é invadida. A contaminação de alimentos com uma secreção, aliás, é uma das formas de a espécie marcar território.


Este é um artigo cientifico da UFRJ, livremente adaptado pelo autor deste espaço.

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LIMPEZA ÉTNICA FLORESTAL: UMA NOVA CULTURA AMBIENTALISTA

Recentemente tive a oportunidade de dialogar com integrantes da Semam sobre arborização urbana, com a finalidade de discutir ações que possam desencadear um empoderamento florestal no entorno da cidade, hoje totalmente destruído, sem árvores. Estes lugares periféricos foram desvegetados, dando espaço para construção de moradias, loteamentos e invasões.

Surpreendeu-me a proposta da Semam em relação à arborização urbana em espaços antes ocupados por lixões clandestinos. O trabalho é exemplar e merece nosso reconhecimento a uma nova política para um assunto tão pouco celebrado em nossa terra. Meio ambiente é considerado palavrão quando nos atemos ao poder público. Por isto, esta medida modifica este comportamento, pelo menos em Ponte Nova.

Entretanto, a proposta de eliminar espécies exóticas existentes em Ponte Nova no perímetro urbano não me parece correta e muito menos tem respaldo técnico. As espécies plantadas em nossas vias já fazem parte da paisagem urbana. Do ponto de vista legal não existe nada que impeça que elas possam conviver com as outras do Bioma Mata Atlântica. O Código Florestal prevê, inclusive, que o reflorestamento em Reserva Legal possa ser consorciado com exóticas, como eucalipto e mogno africano, para citar apenas estas duas.

Ora, se no meio rural pode-se reflorestar com exóticas, o que existe de errado com as nossas exóticas urbanas? Citamos apenas algumas: fícus benjamina, calistemo/escova-de-garrafa), amendoeira-da-praia/castanheira, flamboyant, espatódea/mijo-de-gato), casuarina e jacarandá-mimoso/jacarandá azul) e palmeira-imperial. O argumento de que elas oferecem riscos e possam atrair animais exóticos, não procede. Em 45 anos de Ponte Nova nunca vi um animal exótico em Ponte Nova. Pode ser animal (pássaro) que imigra e fica por aqui, mas pertence ao ecossistema da Mata Atlântica.

Outro argumento que me incomodou é sobre cortar árvores que quebram e levantam calçadas. Se forem cortadas todas elas, perderemos mais de 30% das nossas árvores adultas. Não precisa cortá-las é só abrir uma área de infiltração, cortar as raízes e impor uma barreira de concreto. Nestes casos, as raízes projetarão seu crescimento de forma pivotante, Fizemos isso, em 2008 e salvamos mais de 100 árvores em Ponte Nova e os passeios foram recuperados. Vejam alguns exemplos na Rua José Vieira Martins e Avenida Dr. José Mariano, em Palmeiras. A Secretária de Meio Ambiente era a Bióloga, Sandra Martins Neves, que atendeu ao meu apelo.

Embora possa parecer radical, mas este tipo de atitude de me cheira a uma (*) limpeza étnica florestal, introduzindo uma nova cultura ambientalista no vale do rio Piranga, principalmente em nossa terra. Espero que o Engenheiro Florestal Nikolas Pereira, converse mais, encontre outro caminho e mantenha nossa arborização já existente e promova um Programa de Arborização Urbana para substituir as centenas de espécies que foram cortadas nos últimos anos, principalmente nas calçadas.

(*) A limpeza étnica é a remoção ou eliminação de determinados grupos étnicos numa região, com o objetivo de torná-la etnicamente homogênea.

(*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta e ambientalista desde 1977.

 

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MATADOURO MUNICIPAL: NOVELA COM ENREDO MELODRAMÁTICO E SEM CAPÍTULO FINAL.

                As últimas notícias que circulam na mídia local dão conta de que a Polícia Civil desbaratou mais um abatedouro clandestino de animais. Cenas chocantes de vísceras cheias de moscas e animais mortos a machadadas, como numa história medieval. Tem registro de a TV Educar, em excelente reportagem de cobertura da ação policial. Agitação profissional da jornalista Clarissa Guimarães.

                  O assunto do Matadouro Municipal remonta aos tempos dos anos 70, quando existia um prédio no Triângulo (hoje funcionam igreja e banda de música). Neste local matavam bois e os interessados no abate tinham que pagar um valor financeiro pelo serviço, conhecido como “Taxa de Sangue”. Desavisadamente, o Poder Público autorizava o abate e o sangue ia para dentro do rio Piranga. Hoje seria crime ambiental enquadrado como danos a recurso hídricos.

                  O Prefeito Sette de Barros acabou com o Matadouro Municipal (1986) e doou toda aquela gleba de terra para instituições e para alguns “amigos”. Ele dizia o seguinte: “Aqui em Ponte Nova, o boi morre duas vezes: uma no pasto e outra no matadouro. A carne não tem procedência”. Feito isso, cada açougueiro passou a se virar.

                 Em 1990, a LOM/Lei Orgânica do Município, que teve a Relatoria do vereador Wilson Carvalho e Silva (morto em 1991), introduziu artigo pétreo que determina ser de competência exclusiva do Município a implantação dos serviços de feiras, mercados e matadouros. Com isso, não resta outra saída: o município tem que terminar a construção da obra e colocá-la para funcionar. Pode-se fazer convênio com a Associação dos Comerciantes de Carnes, como está previsto em TAC/Termo de Ajustamento de Conduta assinado com o Ministério Público.

                Participei desta novela desde 2002. Como participei também dos primeiros passos para criação do Plano Diretor de Esgoto pelo DMAES em 2004 que desaguaria no Tratamento de Esgoto com a construção de uma ETE. Fui protagonista na aquisição do terreno na estrada de Barra Longa (Fazenda Cachoeira, onde encontraram o ato clandestino) onde será instalado o Aterro Sanitário (2010). Trabalhei incessantemente para a regularização fundiária do Parque Natural Municipal Tancredo Neves (Passa-Cinco) em 2008.     

               É de se lamentar que o Poder Público não consiga sair do lugar nas questões ambientais de Ponte Nova. São quase 02 (duas) décadas de estagnação, sem sinal de luz no fim do túnel. Os problemas se arrastam no Ministério Público e nos escaninhos do Judiciário. Se cada Administração Municipal fizesse a sua parte, já teríamos Tratamento de Esgoto (pobre rio Piranga!), Coleta Seletiva de Lixo, Aterro Sanitário, Matadouro Municipal e o Parque do Passa-Cinco teria uma melhor destinação do que servir de depósito de lixo e resto de construção civil.

 

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MEIO AMBIENTE REVOLUCIONÁRIO: CHE GUEVARA, LEILA DINIZ E SÃO FRANCISCO DE ASSIS

“Na manhã de hoje 1º de junho de 2013 encontrei-me com Lelé Fonseca, bom companheiro que conheci na era Sette de Barros. Já se vão quase 30 anos de amizade. Disse-me ele que a Prefeitura de Rio Doce mapeou 20 nascentes naquele município, o que vai facilitar nosso trabalho quando da realização do Projeto Rio Piranga contemplado pela Petrobras Ambiental. Mas, conversa, conversa vem, e ele me informou que viu o Ayrton Pyrtz pintando o painel com Che Guevara, Leila Diniz e Francisco de Assis. Uma mulher que passava na hora indagou: isto é coisa daquele doido do João Brant? Lelé falou: não! É coisa do outro doido: o Ricardo Motta!

Bem o painel suscita ódios, comentários e paixão (na fachada da casa de número 297 – Centro Histórico). Teve um que me falou: poxa, Ricardo Motta, pintar o Che Guevara junto com São Francisco? Guevara foi um assassino sanguinário! - Quem te informou isso? A Cia? Ora, Guevara foi um revolucionário, que lutava/clamava por justiça!

Lelé ainda comentou: imagina só! Leila Diniz disse que podia estar apaixonada por um homem e deitar com outro, pois sexo é coisa de pele (concordo); Che Guevara disse: Hay que endurecerse pero sin perder la ternura jamás (concordo); Francisco também não era normal: saiu pelado no meio de uma multidão em Assis (Itália) e foi morar dentro de uma floresta.

Diga-me: quem é normal aí?”

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MEIO AMBIENTE REVOLUCIONÁRIO: CHE GUEVARA, LEILA DINIZ E SÃO FRANCISCO DE ASSIS

“Na manhã de hoje 1º de junho de 2013 encontrei-me com Lelé Fonseca, bom companheiro que conheci na era Sette de Barros. Já se vão quase 30 anos de amizade. Disse-me ele que a Prefeitura de Rio Doce mapeou 20 nascentes naquele município, o que vai facilitar nosso trabalho quando da realização do Projeto Rio Piranga contemplado pela Petrobras Ambiental. Mas, conversa, conversa vem, e ele me informou que viu o Ayrton Pyrtz pintando o painel com Che Guevara, Leila Diniz e Francisco de Assis. Uma mulher que passava na hora indagou: isto é coisa daquele doido do João Brant? Lelé falou: não! É coisa do outro doido: o Ricardo Motta!

Bem o painel suscita ódios, comentários e paixão (na fachada da casa de número 297 – Centro Histórico). Teve um que me falou: poxa, Ricardo Motta, pintar o Che Guevara junto com São Francisco? Guevara foi um assassino sanguinário! - Quem te informou isso? A Cia? Ora, Guevara foi um revolucionário, que lutava/clamava por justiça!

Lelé ainda comentou: imagina só! Leila Diniz disse que podia estar apaixonada por um homem e deitar com outro, pois sexo é coisa de pele (concordo); Che Guevara disse: Hay que endurecerse pero sin perder la ternura jamás (concordo); Francisco também não era normal: saiu pelado no meio de uma multidão em Assis (Itália) e foi morar dentro de uma floresta.

Diga-me: quem é normal aí?”

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IBAMA COLABORA PARA A CULTURA DA PRISÃO DE PÁSSAROS SILVESTRES

             Recente reportagem de nível nacional “chocou” a opinião pública e principalmente os ambientalistas. Que muita gente sabia é fato, mas as pessoas mais simples e que amam a natureza e os bichos mais proximamente não sabiam. O IBAMA/Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis autoriza pessoas e empresas para criar pássaros e realizar sua comercialização com anilhas. Assim está legalizada a prisão de pássaros.

            Ao adquirir uma ave/pássaro de um Criador Comercial, o animal vem com nota fiscal em seu CPF junto com o documento de registro da ave no IBAMA e número de registro do estabelecimento comercial junto ao IBAMA. O documento recebido no ato da compra isenta você da necessidade de registro no IBAMA como criador amador, te dando todos os direitos de ter o pássaro em mãos, podendo circular com ele livremente dentro do estado que o adquiriu, necessitando de laudo veterinário nas viagens interestaduais, sendo proibida a exportação.

            Pois, bem. Discordo frontalmente deste tipo de legalização orientada pelo IBAMA. Isto fere os princípios e direito dos animais e estimula a cultura na comunidade de que sendo “legalizado” pode prender. É preciso que apareça um parlamentar e uma frente nacional que apoiem esta causa, para impor legislação mais rigorosa neste sentido. Os pássaros não podem ser comercializados para dar uma alegria falsa a quem compra. Não é estranho? O ser humano vai preso por cometer crime. Já o IBAMA legaliza a prisão dos pássaros. Mas eles, os pássaros foram enquadrados em qual artigo da lei para serem presos?

            O mesmo ocorre com a prisão de animais exóticos. Aí a coisa é mais complicada porque estes passeriformes não podem ser soltos na natureza, o que criaria uma situação de hibridismo, podendo com isto afetar a população de  ambas as espécies. Tem mais: os animais exóticos, digo apenas pássaros e aves, não conseguem sobreviver na natureza. Mas como eles chegaram aqui no Brasil? Periquitos australianos, canários belgas, ave-do-paraíso, etc?. O canário-da-terra, popularmente conhecido como “chapinha” pode ser preso em outros países. Isto acontece hoje porque as autoridades federais faziam “ouvidos moucos e olhos cegos” para o tráfico internacional de animais silvestres.

            No meu entendimento, caberia ao IBAMA somente autorizar criatório de pássaros e animais silvestres que estão em risco de extinção, com a finalidade única de libertá-los na vida selvagem e aumentar sua população, restituindo o equilíbrio global e regional. Neste caso, defendo que o IBAMA conceda verbas específicas para estes Criadores Ecológicos, que terão gastos com manejo e contratação de profissionais técnicos como Biólogos e Médicos Veterinários. Os criadouros ou viveiros deveriam ter dimensões adequadas e apresentar um ambiente próximo do natural: com arbustos, água corrente e solo permeável, de preferência gramado.

            Logicamente que este pensamento não é de critica em forma de acusação ao IBAMA. Ponto de vista pessoal, atendendo reclamações de várias pessoas simples que me procuraram após ver a reportagem em algum canal de televisão brasileiro. A forma de agir do IBAMA é ainda a maior barreira contra o tráfico internacional de animais silvestres, mas a política de combate a este tipo de crime ainda não é o desejado por quem defende os animais silvestres.

            Na verdade, deveríamos romper com esta prática de prender pássaros, primeiramente destruindo todas as gaiolas existentes e adotando o seguinte slogan: “QUERO O BICHO SOLTO!”.

           

 

 

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