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A BÍBLIA E O MEIO AMBIENTE

            O livro mais lido do mundo, a Bíblia, é considerado o mais importante legado da história da humanidade, foi escrito por muitos homens e profetas. O Velho Testamento traz histórias incríveis, a partir do Gênesis, o primeiro a falar com clareza sobre meio ambiente. Quando Deus criou o Jardim do Éden, Ele deixou a cargo de Adão e Eva o cuidado do mundo belo e perfeito. Gênesis 1:26: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra”. 

           Já no Novo Testamento, no Livro do Apocalipse, escrito por João, fica claro que a destruição da natureza será a causa do desaparecimento do homem da face. Sem ser apocalíptico, o tempo está próximo. Deus avisa que, aqueles que destroem a Terra, serão destruídos. Apocalipse 11:18: “Iraram-se, na verdade, as nações; então veio a tua ira, e o tempo de serem julgados os mortos, e o tempo de dares recompensa aos teus servos, os profetas, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra.”

            Na Bíblia, a contextualização de água é sinal de vida. Sem ela nada se pode fazer. Isto não é uma questão recente, mas desde os tempos Bíblicos. Sabemos da importância de um poço de água para se criar os rebanhos nas regiões desérticas. Na história dos patriarcas são descritas as lutas entre os criadores de gado por causa de um poço de água. A água se faz presente no Batismo de Jesus Cristo pelo Profeta João Batista, pregador judeu, nascido no Século I.  Na Bíblia, João Batista é a “voz que clama no deserto”.

            Jesus Cristo foi batizado no rio Jordão, que é um rio de grande importância religiosa, situado na Palestina, formando o talvegue do Vale do Jordão, a fronteira natural entre Israel e a Jordânia. Jordão significa aquele que desce ou também lugar onde se desce (bebedouro). O rio deságua no mar Morto. Mas, a pior notícia: está poluído e é controlado pelo Exército de Israel, que mata palestinos advindos de Jericó.

             Mas, a Bíblia também pode e deve ser contestada. Vejamos o que está escrito em Gênesis 8:13: “Esta­beleço uma aliança com vocês: Nunca mais será ceifada nenhuma forma de vida pelas águas de um dilúvio; nunca mais haverá dilúvio para des­truir a terra”. No meu entendimento, esta profecia não pode ser levada a sério, pois a quantidade gente morta por dilúvios, tempestades e tsunamis, contrariam este pacto.

‘           A terra tem que ser preservada da quantidade de agrotóxicos, pesticidas e descansar para cumprir seu ciclo e não ferir a qualidade das lavouras. Isto é determinado por estudos nos tempos atuais, mas Bíblia já falava sobre o tema em Levítico Capítulo 25 Versículos 3 e 4, quando os homens viam a terra como sobrevivência: Durante seis anos semeiem as suas lavouras, aparem as suas vinhas e façam a colheita de suas plantações. Mas no sétimo ano a terra terá um sábado de descanso, um sábado dedicado ao Senhor. Não semeiem as suas lavouras, nem aparem as suas vinhas”.

            Mas nem só de Bíblia vive o meio ambiente, mas da sabedoria dos índios e o cacique americano Seattle em 1885, bem o disse:“O que ocorrer com a terra recaíra sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo.”

                   (*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta. Presidente do Codema de Ponte Nova e Ambientalista desde 1977.

 

    

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