Certo dia; tive o prazer de assistir a uma das palestras mais emocionantes da minha vida. A mesma abordava um tema proposto à nossa reflexão íntima e real. Ela falou sobre “a sede do mundo”. Concluí que ‘sede’ é a sensação quase inevitável de beber algo ou de satisfazer e aliviar uma secura desagradável. Porém, observei que essa ‘sede’ tem origem na alma humana. Ela proporciona uma secura que de certa maneira está tomando conta de corações ainda endurecidos e impossibilitados de matar a sede de alguém.
O ato de ouvir, abraçar, sorrir, estender a mão, oferecer o ombro amigo e tantos outros pode ser encarado como o ‘bálsamo que saciará a sede do mundo’. O simples olhar àqueles que muitas vezes passam imperceptíveis a nós é o refresco da alma de quem olha e de quem se enxerga notado.
Saciar a sede do próximo através da caridade ‘do doar de si próprio’ em benefício de alguém é exteriorizar a fonte viva de fraternidade que jorra no íntimo de cada um de nós. A sede do mundo não está distante. Está apenas esperando a nossa ação.


