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A TRÁGICA MORTE DA GALINHA MARGARIDA NAS LETRAS DE UM CRONISTA SEM PRÊMIO

A menina Maria, de Copacabana, mandou um texto para o meu WhatsApp via número da sua mãe Tatá, me agradecendo pelo carinho com a galinha Margarida, que circulou na página 4 da edição nº 655 do Líder Notícias (18/07/2025). Aquela foto, com a bela e majestosa galinha branca, de rabo acinzentado, olhando o Rio Piranga, foi tirada na segunda-feira, 14 de julho de 2025.

No sábado, 19 de julho, fui ao Bairro Copacabana e orgulhoso mostrei a matéria, mas fui surpreendido pelo Roberto: Margarida tinha sido abocanhada por um cão vira-lata, que mora no Bairro Nova Copacabana. Ela teve as tripas arrancadas, disse Tatá, a sua dona, mãe da Maria, que ficou desconsolada e até chorou de tristeza.

A trágica morte de Margarida me assustou, pois descrevi a morte do galo Campeão da raça garnisé, cujo dono é Russo (morador de Copacabana): o atleticano mais atleticano que conheço. Isto tem mais de quatro anos. E agora, eu registro outra morte de um animal, no mesmo bairro.

Margarida não era uma galinha comum. Já disse isso! Sua raça era uma mistura de garnisé com galinha caipira. Invadia a Mercearia Copacabana, subia nos caixotes e comia milho na mão. Só dormia depois das 10 da noite, contrariando o instinto da espécie, que sobe no poleiro quando a noite começa a cair.

Margarida não era uma galinha dos ovos de ouro, da fábula de Esopo, um escritor da Grécia Antiga. A origem da expressão vem de uma fábula em que um casal possuía uma galinha que botava ovos de ouro, mas movidos pela ganância, a mataram na esperança de encontrar mais ouro dentro dela, perdendo assim sua fonte constante de renda.
 
A galinha Margarida povoava o imaginário de todos de Copacabana. Era arisca no princípio, depois percebeu que todos gostavam dela. Será que ela percebia isso? Ou será a vã filosofia de um amante dos bichos?

Sei lá! A verdade é o ambiente não será o mesmo sem Margarida!

Marcinho de Belim quer fazer um quadro para colocar na parede: Margarida e o Rio Piranga!

Esta crônica pode não ganhar prêmio de cultura, mas ganhará os corações e mentes de quem convive harmonicamente com os animais!

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