Beirute, Líbano.Uma adolescente paranaense de 17 anos, nascida em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, está entre as vítimas de uma explosão de um carro-bomba ocorrida ontem, na zona sul de Beirute, capital do Líbano. Pelo menos outras quatro pessoas morreram no atentado, entre elas, a madrasta da adolescente, e 20 ficaram feridas.
As informações foram confirmadas ao portal G1 pelo tio da garota, Bahjat Zahwe, que mora em Foz do Iguaçu. Malak Zahwe nasceu e morou em Foz do Iguaçu até os 14 anos. Desde então, ela vivia com o pai, a madrasta e outros três irmãos em Beirute. Ela deve ser enterrada no Líbano.
O site de notícias ainda conta que o tio da vítima disse que a sobrinha dele saiu de casa com a madrasta para fazer compras, e, após deixarem um restaurante, ambas foram atingidas pela bomba. Segundo ele, o atentado aconteceu por volta das 12h. O tio disse ainda que o pai e marido das vítimas só ficou sabendo do ocorrido após cerca de três horas. “Ele ligava no celular delas e ninguém atendia. Depois ele foi procurar nos hospitais e acabou descobrindo que estavam mortas”, relatou ao portal.
Terrorismo. Além da jovem paranaense e sua madrasta, pelo menos três pessoas morreram e outras 20 ficaram feridas ontem após a explosão que atingiu um bairro do sul de Beirute. A área é um reduto do grupo radical xiita Hezbollah, que nos últimos meses tem sido alvo e causador de diversos atentados. O número de mortos e feridos foi confirmado pelo Ministério da Saúde.
A natureza da explosão, que aconteceu no bairro de Haret Hreik ainda é desconhecida, mas agentes das forças de segurança libanesa disseram às agências de notícias que a destruição foi provocada por um carro-bomba. Segundo testemunhas, a explosão atingiu a antiga sede da rede de televisão Al Manar, de propriedade do Hezbollah e que havia sido destruída por Israel na guerra de 2006. A fachada de um outro prédio também foi destruída.
Bombeiros foram chamados ao local para apagar o incêndio provocado pela explosão, que liberou uma coluna de fumaça que pôde ser vista em toda a cidade. Agentes do Hezbollah e policiais fizeram um cordão de isolamento na região para investigar a ação.
A ação acontece uma semana após a morte do ex-ministro das Finanças libanês, Mohammed Shattah, em um atentado em Beirute. Ele era, também, assessor do ex-premiê Saad al-Hariri, que hoje lidera a coalizão 14 de Março, crítica ao regime sírio.
Aliados de Hariri acusam a Síria e o Hezbollah de estarem por trás do ataque. Beirute tem sido alvo de atentados durante os últimos meses, em especial desde que o Hezbollah enviou guerreiros à vizinha Síria para lutar ao lado das forças do ditador Bashar al-Assad. O partido enfrenta forte oposição da ala sunita na região.
O Tempo
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