Visões sobre um antigo problema: resíduos sólidos e estação de tratamento de esgoto
Prefeitos, secretários, assessores dos municípios filiados à AMAPI e ao CIMVALPI, e técnicos do INSTITUTO BRASIL estiveram no Rio de Janeiro, em 7 de fevereiro, para visita técnica à Universidade Federal e à Estação de Tratamento de Esgoto/ETE da CEDAE da capital fluminense.
A visita orientada à UFRJ foi para conhecer, de perto, a realidade do sistema inovador de destinação final de resíduos sólidos, que é feito a partir de um tratamento enzimático dos resíduos sólidos orgânicos, produzindo metano e gás carbônico industrial, além de briquetes que podem ser usados como combustível nos fornos industriais. Estiveram presentes os prefeitos das cidades de Urucânia, Rio Doce, Guaraciaba e Caputira, além de representantes dos municípios de Alvinópolis, Jequeri, São Pedro dos Ferros, Ponte Nova, AMAPI, CIMVALPI e INSTITUTO BRASIL de Viçosa.
A avaliação do secretário executivo da AMAPI, José Adalberto de Rezende, que acompanhou a comitiva, foi a melhor possível: “Além da integração que se criou dentro do grupo, foi importante a presença de várias cidades que têm características diferentes, principalmente em relação ao porte e situação atual do lixo, pois todas estão buscando alternativas conjuntas para solucionar esta que é a principal pendência das administrações municipais”, relatou. Quem irá se beneficiar com as mudanças é o meio ambiente e, por consequência, a população. “O meio ambiente e as Bacias do Piranga e Rio Doce ganharão muito com esta nova consciência ambiental que se forma”, finalizou José Adalberto.
Visita à ETE
A comitiva visitou a Estação de Tratamento de Esgoto/ETE Alegria, que fica localizada no bairro do Caju/RJ, a fim de conhecer e saber detalhes do projeto de transformação de esgoto em energia. A Estação possui capacidade instalada para tratamento de 5 mil litros por segundo, o equivalente a 216 milhões de litros por dia que deixam de ser lançados, “in natura”, na Baía de Guanabara.
O projeto proporciona a transformação de esgoto em energia, utilizando a matéria-prima que vem da rede. Dessa forma, o lodo do esgoto passa por processos de tratamento físico e biológico e é convertido em biogás. Já a escuma proveniente do esgoto e o resíduo de caixas de gordura retirado de residências e estabelecimentos comerciais são transformados em biodiesel. Após a transformação, os biocombustíveis são usados para mover turbinas, que geram energia elétrica.
Além disso, do resíduo proveniente do lodo após o tratamento, é feito um tipo de “ecocarvão”, que pode ser usado para queima e produção de energia térmica.
A estratégia faz parte da sequência do PROGRAMA ERA, executado pelo Instituto Brasil, que se baseia em três ações principais: pesquisa e estudo sobre as potencialidades energéticas alternativas do território estudado, estabelecimento de um plano de gestão desses recursos energéticos em nível local e a viabilização de implantação de projetos pilotos. Mais informações, acesse: www.programaera.eco.br.
Texto feito com a colaboração de Jacks Andrade/Coordenador de Relacionamento Corporativo/INSTITUTO BRASIL.
Clarissa Guimarães
Assessora de Comunicação da AMAPI
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