Em vez de migrarem para o norte para buscarem temperaturas mais clementes, estes insetos cruciais para a polinização estão morrendo, de acordo uma pesquisa publicada na revista “Science”. Este é o primeiro estudo que explica a responsabilidade da mudança climática para o declínio das populações de abelhas e mamangabas a nível mundial. Até agora, os principais suspeitos desta diminuição eram a utilização de pesticidas, doenças e parasitas.
“Imagine um parafuso. Agora imagine que o habitat das abelhas é no centro do parafuso”, disse o principal autor do estudo, Jeremy Kerr, professor de macroecologia e conservação na Universidade de Ottawa. “Conforme o clima esquenta, as espécies de abelhas e mamangabas são esmagadas por este ‘parafuso climático’ que comprime as zonas geográficas onde o inseto consegue viver”, explicou.
“O resultado é o declínio rápido e generalizado dos polinizadores em todos os continentes, que não é devido ao uso de pesticidas ou à perda de habitat”, acrescentou o cientista da Revista Science. Para a investigação, os pesquisadores analisaram quase meio milhão de registros – anotados por museus e cientistas voluntários – de 67 espécies de abelhas e mamangabas na América do Norte e Europa desde o início dos anos 1900.
“O território abrangido pelas abelhas no sul da Europa e da América do Norte caiu cerca de 300 quilômetros. O escopo e o ritmo destas perdas são sem precedentes”, disse Kerr. As abelhas são muito importantes para a agricultura e para a vida silvestre porque polinizam plantas, flores e frutos. Caso as emissões de efeito estufa não sejam reduzidas, a redução da polinização poderia fazer que algumas plantas, frutos ou legumes se tornem mais escassos e mais caros, alertou o estudo.
Wikipédia – (*) Science (termo em inglês usado para designar ciências naturais, sociais e formais em geral) é a revista científica publicada pela Associação Americana para o Avanço da Ciência (American Association for the Advancement of Science/AAAS), considerada, ao lado da Nature, uma das revistas mais prestigiadas de sua categoria. Seus artigos são submetidos ao processo de revisão paritária e sua tiragem semanal é de 130 mil exemplares, além das consultas online, o que eleva o número estimado de leitores a um milhão.
Dedico este texto ao ambientalista Hélcio Totino, que há vários anos escrevendo sobre o desaparecimento das abelhas do Planeta e poucas pessoas estão dando atenção a isso. Estas informações foram obtidas no site Portal G1. A publicação circulou na Revista Science, na quinta-feira, 09 de julho de 2015.


