A Polícia Metropolitana de Londres isolou as imediações da sede do Parlamento do Reino Unido, no centro da capital britânica, após um ataque que vê como “atentado terrorista”.
Pelo menos uma mulher e um policial foram mortos e há vários feridos em estado grave, segundo informações de um hospital londrino.
Um médico diz que algumas das vítimas têm feridas “catastróficas”.
A Scotland Yard – a polícia metropolitana de Londres – disse que um homem armado com uma faca teria atacado um policial na entrada do Parlamento, um dos principais cartões postais de Londres (é onde fica o Big Ben).
O suspeito foi atingido a tiros pela polícia e levado a um hospital.
Há relatos de que o suspeito teria saído de um carro que, pouco antes, atropelou pelo menos oito pessoas na ponte de Westminster. Ele teria entrado correndo no Parlamento quando atacou o policial.

Um repórter da BBC, Daniel Sandford, disse que o ataque pode ter sido realizado por duas pessoas.
Ele disse que testemunhas relataram ter visto um “homem branco careca” e um “homem negro de cavanhaque” como possíveis autores.
Apesar de enfatizar que as informações não foram confirmadas pela polícia, os dois homens podem ter estado no carro que dirigia em alta velocidade pela ponte de Westminster em direção ao Parlamento – atropelando pelo menos oito pessoas.
O carro teria batido contra a grade das cercanias do Parlamento.
“Não podemos confirmar a natureza dos ferimentos ou número de feridos”, disse um porta-voz da Scotland Yard a repórteres por volta das 16h30 locais.
Ele fez um apelo para que vídeos do incidente ou dos envolvidos fossem encaminhados à polícia.
A polícia tinha sido chamada por causa do incidente no Parlamento às 14h45 (11h45 em Brasília).

O ataque ocorre exatamente um ano após a série de atentados em Bruxelas que deixou 35 mortos e mais de 300 feridos.
Entre as testemunhas do ataque na entrada do Parlamento estava o jornalista e autor Quentin Letts. Ele relatou que “o homem tinha algo nas mãos, parecia uma espécie de bastão”.
“Ele foi confrontado por alguns policiais com jaquetas amarelas. Um deles caiu no chão e vimos que o homem de preto movia o braço como se estivesse esfaqueando o policial. Um dos policiais correu para buscar ajuda, que veio rapidamente.”
“Quando esse homem corria para a entrada do Parlamento que leva à Câmera dos Comuns, cerca de 15 metros talvez, dois homens à paisana com armas gritaram para ele o que parecia ser uma advertência. Ele ignorou o aviso e eles atiraram nele, duas ou três vezes, até ele cair.”

Nick Robinson, apresentador da BBC que se dirigiu ao local após o ataque, disse ter encontrado um grupo de estudantes franceses claramente traumatizados, muitos chorando com o que disseram ter testemunhado. Estudantes com quem ele conversou disseram ter visto um carro avançar na direção de pedestres e também ouvido o som de tiros.
Ele disse que tudo indica que o veículo teria sido usado como uma arma, a exemplo de incidentes recentes na Alemanha e na França, mas que isso ainda não pode ser confirmado.
Outra testemunha que passava em um táxi, o ex-ministro das Relações Exteriores da Polônia Radoslaw Sikorski, disse à BBC ter visto “pelo menos cinco pessoas gravemente feridas”.
“Ouvi um barulho que parecia uma colisão. Olhei pela janela e vi alguém no chão, que parecia ferido, depois vi outra pessoa caída. Aí comecei a filmar. Foi quando vi mais três pessoas no chão, uma delas perdendo muito sangue. O que vi foi um incidente envolvendo pelo menos cinco pessoas gravemente feridas.”
Imagens de TV mostraram um carro com a frente danificada sobre a calçada próximo de uma grade de proteção ao lado do Big Ben.
A polícia fez um apelo para que as pessoas permanecessem “calmas, alertas e vigilantes”. Poucas horas depois do ataque, a hashtag #PrayForLondon – que significa “reze por Londres” – se tornou uma das populares no Twitter, inclusive no Brasil.

A área teve a segurança reforçada desde os ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos e os atentados ao sistema de transporte de Londres, em 2005.
Testemunhas disseram ter ouvido quatro disparos. A primeira-ministra do país, Theresa May, se encontrava no Parlamento na hora do incidente.



