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Brasil Sem Homofobia é tema de palestra

A programação da II Semana Sem Homofobia de Ponte Nova, evento realizado pela Secretaria de Cultura e Turismo (Semct), continuou na tarde dessa quinta-feira (18) com uma palestra, na Câmara Municipal, sobre o “Programa Brasil Sem Homofobia”. O prefeito Guto Malta e o secretário da Semct, Emerson de Paula, acompanharam o encontro ministrado pelo presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Carlos Magno.

 

O palestrante falou sobre o surgimento do Movimento Social LGBT no mundo e no Brasil. Segundo Carlos, a necessidade de criação do movimento se deve à normatização, pela sociedade, de um único tipo de sexualidade. “O movimento só existe porque a sociedade normatizou e padronizou um tipo de sexualidade. Tudo que estivesse fora do padrão, deveria estar à margem da sociedade”, disse.

 

 

Palestra: o surgimento do movimento social LGBT 

foi pauta de palestra na II Semana Sem Homofobia

 

Magno cita que o movimento começou a ganhar força no cenário mundial no final da década de 1960 em Nova York. No Brasil, a luta pelos direitos dos homossexuais começou a ficar mais forte alguns anos depois. Para ele, após os anos 2000 muitas conquistas foram acontecendo, como a elaboração, em 2004, do 1º Programa de Políticas Públicas para a População LGBT.

 

Conforme Carlos, as ações públicas contra o preconceito devem ser amplas. “Não dá para combater a homofobia e a violência com um tipo de ação. É preciso ter ação na saúde, na educação, na cultura, na segurança pública e em vários outros segmentos”.

 

 

Movimento LGBT: Carlos falou da luta do movimento social para a 

conquista de direitos e combate ao preconceito

 

O palestrante argumentou que a homofobia possui dois problemas. A naturalização da homofobia seria um deles. “Muitas pessoas acham comum um ato de preconceito ou ofensa a um homossexual. Há uma tendência de achar esse tipo de atitude natural”. O outro problema, segundo Carlos, seria a invisibilidade de determinados grupos. Ele citou o caso das travestis, que muitas vezes são “invisíveis” para a sociedade, tornando-as marginalizadas.

 

A proposta do movimento social, ainda de acordo com o palestrante, é trabalhar com a visibilidade desse grupo para que as pessoas comecem as perceber a existência desses indivíduos. “Nós não queremos criar políticas para os grupos LGBT, mas, inserir esse grupo nas políticas públicas que já existem”, frisou.

 

A II Semana Sem Homofobia de Ponte Nova teve início com blitz educativa, seminário temático e cinema comentado. A programação continua nesta sábado, 20/9, com blitz educativa em Palmeiras. No domingo (21), acontecerá a 4ª Parada do Orgulho Gay. O evento ocorrerá a partir das 15h em frente ao Banco do Brasil. 

 

Atenciosamente,

Assessoria de Comunicação/ASCOM
Prefeitura de Ponte Nova
(31) 3819-5454 – ramal 235
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