A mobilidade urbana tem sido o desafio de todos os governantes para adequar todas as formas de transporte e os pedestres. Estes colocados em último plano, pois se pensa o trânsito, no caso de Ponte Nova, apenas na visão de quem tem carro. As mudanças foram lentas e finalmente o município aderiu às chamadas faixas elevadas de pedestres, contemplando também as necessidades especiais de cadeirantes e outros deficientes físicos.
A grande notícia que mostra uma visão moderna e atual é a construção de uma ciclovia passando pelo antigo leito ferroviário entre o bairro de Copacabana e o Distrito do Vau Açu. Um empreendimento que vai incrementar o ecoturismo, pois mostrará aos ciclistas e aos pedestres áreas florestais, nascentes e pequenos cursos d’água. O percurso será de 18 km.
A construção da ciclovia e via de pedestres, consequentemente, partiu de demandas de ciclistas encontrou amparo direto e imediato no Secretário de Desenvolvimento Rural Heitor Raimondi e apoio legislativo do vereador José Osório. Os ciclistas estão criando uma Associação, com registro em cartório estatuto próprio.
A construção da ciclovia e via de pedestre, embora passe por diversas áreas de preservação permanente encontra respaldo jurídico na Lei Federal 12.651, de 25/05/2012 (Código Florestal) em seu artigo 3º Inciso IX: “a implantação de infraestrutura pública destinada a esportes, lazer e atividades educacionais e culturais ao ar livre em áreas urbanas e rurais consolidadas, observadas as condições estabelecidas nesta Lei.”.
Além disso, o Secretário Heitor teve o cuidado de levar o Engenheiro Florestal do IEF, Reinaldo Vitarelli, nos locais por onde passaria a Ciclovia. A vistoria técnica foi determinada pelo Superintendente da Supram/Zona da Mata, com sede em Ubá, Alberto Félix Iasbik. Tudo dentro das regras de preservação ambiental. Para seu conhecimento: Heitor Raimondi foi presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal nos anos 2.000 e membro do Codema. José Osório foi Secretário Geral do Codema e Presidente do Sindiserp nos anos 1990.
Moradores de Copacabana preocupados com a movimentação procuraram-me. Depois de conversar com Heitor Raimondi levei-lhes tranquilidade quanto à preservação da nascente que fornece água para aquele chafariz em frente ao bar/mercearia de Marcinho de Belim: a nascente será preservada e servirá como referência ambiental para os ciclistas e pedestres, pois muitos saciarão sua sede ou encherão suas garrafas de plásticos ou alumínio com sua água. A nascente foi encontrada há dezenas de anos, sendo um dos símbolos do bairro Copacabana.
Diante desta brilhante e inédita iniciativa, sinto-me aliviado quando vejo a falta de replantio das árvores cortadas (suprimidas) nas vias públicas. Só na Avenida Dr. Otávio Soares, em Palmeiras, entre os anos de 2012 e 2016, foram cortadas 16 árvores e nenhuma foi substituída. Os tocos estão por lá, principalmente no trecho entre a Avenida Francisco Vieira Martins e Ponte Francisco Linhares Ribeiro (ponte do Triângulo).


