Continuam avançando as ações do CIMVALPI para que a Casa de Abrigo Provisório para mulheres em situação de risco e violência se torne uma realidade para os 43 municípios consorciados. Provavelmente a casa ficará na cidade de Viçosa/MG, local em que já existe uma política protetiva mais avançada, através do projeto Casa das Mulheres, construído pelo Conselho Municipal de Direitos da Mulher de Viçosa em 2009.
Na tarde de ontem (20), o secretário executivo do CIMVALPI, José Adalberto de Rezende, e representantes da cidade de Congonhas, estiveram em Belo Horizonte para conhecer, de perto, as experiências do Consórcio de Promoção da Cidadania Mulheres das Gerais, criado em 2009 com a finalidade de fomentar, planejar e executar políticas públicas, no âmbito regional, com vistas a promover o empoderamento e a cidadania das mulheres e enfrentar o fenômeno da violência de gênero. A equipe foi recebida por Ermelinda Ireno/Superintendente do Consórcio e Michel Carrenho/Assessor Jurídico que, durante algumas horas, apresentaram os projetos, os desafios e a missão da Instituição, no combate à violência.
A intenção da visita foi a de conhecer a realidade de um consórcio consolidado que já atua, há alguns anos, na política protetiva de mulheres vítimas de violência. “O objetivo da nossa visita é conhecer, a fundo, a realidade de um Consórcio que trabalha exclusivamente com a dura realidade de mulheres e suas famílias, que são atingidas todos os dias pela violência, principalmente a doméstica. O CIMVALPI pretende, se aprovado pela assembleia de prefeitos, oferecer mais esse serviço, aos municípios consorciados, contribuindo no combate à violência”, ressaltou José Adalberto.
Consórcio Mulheres das Gerais
O Consórcio, formado exclusivamente para tratar das questões de enfrentamento à violência contra a mulher, é formado por nove municípios: Belo Horizonte, Betim, Contagem, Itabira, Sabará, Ribeirão das Neves, Nova Lima, Lagoa Santa e Raposos.
Entre os programas e projetos desenvolvidos pelo Consórcio está a Casa Sempre Viva cujo objetivo é acolher, temporariamente, mulheres em situação de violência de gênero com risco iminente de morte. O acolhimento é feito, geralmente, no momento em que a mulher e também os filhos estão vivenciando situações de extremo risco decorrentes da vivência de uma relação conjugal perpassada por violência física, psicológica, sexual e patrimonial.
Ao chegar na Casa, a mulher terá a oportunidade, por meio da participação em oficinas, da realização do acompanhamento psicossocial, que prima pelo desenvolvimento autonomia e do empoderamento, e da convivência com outras mulheres experimentar vivências, sensações e sentimentos diferentes daqueles sentidos diante da violência. Trata-se então, de um lugar cuja proposta está para além de oferecer teto e proteção, mas uma casa acolhedora, que a partir do sofrimento vivido, busca estimular e construir com as mulheres maneiras efetivas de viver uma vida sem violência.
Clarissa Guimarães
Assessora de Comunicação da AMAPI
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