D.Lilá partiu. Sua vida foi uma eterna orquestra de carinho e amor, devotados aos filhos. Do violino às telas pintadas e nos bordados panos de pratos, além da literatura, D. Lilá engrandeceu a imagem de uma cidade que pariu e gerou feras musicais. O ventre de D.Lilá foi abençoado ainda na gênese da criação humana.Nasceu para arranjar e conservar amigos e admiradores. Um sorriso que não se apagou nem na hora derradeira partida.
Não sei o porquê, mas sempre tive ligações grandes e profundas com Auxiliadora Mucci, uma genuína descendente da raça. Uma maestrina que fundou um coral e levou junto a mãe (D.Lilá), a sábia inspiradora da prole gigantesca. Não sei os nomes de todos os filhos, mas o grupo se agiganta pelo talento e pela capacidade de agregar.
Quando todos se acotovelam na vontade do último olhar no esquife preparado, me vêm à tona momentos vários em que a inserção da família criou um padrão de comportamento cultural em Ponte Nova. E assim, a introdução de Laene no cenário da família Mucci, completou a saga que o mundo continua contemplando em puro êxtase d’O Rancho da Goiabada ou causando Frisson nos caminhos da MPB.
D.Lilá partiu, mas deixa um legado extraordinário para Ponte Nova. Sua imagem estará incorporada nos anais da história contemporânea.
Parta amiga, mas deixe seu sorriso de lembrança!


