Ponte Nova, 28 de abril de 2017
Caros cidadãos de Ponte Nova!
A partir desta data deixo a presidência do Codema/Conselho Municipal de Conservação e Defesa do Meio, órgão colegiado de assessoramento técnico do Poder Executivo. Paritário e deliberativo e normativo no âmbito de sua competência, o Codema notabilizou-se pela sua independência e coragem, não se submetendo a qualquer interesse comercial ou político. Como regra, sua eleição sempre ocorreu no ano anterior à posse de um novo prefeito, justamente para evitar contaminação política. Nas novas eleições vai prevalecer a subserviência ao poder público, uma vez que o Prefeito indica diretamente quatro representantes. Antes quem indicava os membros do Poder Público Municipal eram as Secretarias e o DMAES.
Da minha parte, entendo que o atual governo municipal não tem culpa de nada do que está acontecendo. Como bem disse o Prefeito Wagner Mól Guimarães, “estou cumprindo literalmente o que está escrito na lei”. Ora, mas se uma lei é burra, autoritária e fora de propósito, não pode ser mudada?
Continuo afirmando, a lei 4.088/2016, foi urdida nas escadarias sombrias e nos corredores coloniais da sede da Câmara Municipal, com o simples interesse de me alijar da presidência do Codema. O que nunca conseguiram pelo voto direto. Um golpe amparado por uma lei. Antes, os golpes eram através das baionetas dos milicos.
Além disso, quando da derrubada dos vetos interpostos pelo Prefeito Guto Malta, dos vereadores presentes apenas Leo Moreira tinha sido reeleito. Vejam vocês! Na derrubada dos vetos do então Prefeito Guto Malta, comparecerem apenas 08 (oito) vereadores. E entre os oito, apenas 01 (um) tinha sido reeleito. Isto na segunda convocação, pois na primeira reunião não houve quorum, quando comparecerem apenas 05 (cinco) vereadores. Fato que nunca havia acontecido aos longos dos mais de 150 anos da Câmara Municipal. Desde que estou em Ponte Nova, há 40 anos, foi a primeira vez .
Mas, vamos tocar o trem da história. Saio com a cabeça erguida e na esperança de que façam mais do que fiz com apoio dos meus companheiros honrados, leais e sempre querendo o bem desta terra, na defesa do meio ambiente.
Um abraço, e até breve!
Ricardo Motta de Almeida
(*) Ricardo Motta é jornalista, escritor, poeta e ambientalista desde 1977


