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Quem Deus prefere: Os ateus ou os crentes?

                 Quem Deus prefere mais: ateus ou os crentes?

 

Já escrevi várias que sou agnóstico e não ateu. Agnóstico não tem religião e tem dúvidas (muitas dúvidas) a respeito da existência de Deus. Indagaram-me então como é que eu acredito em Jesus Cristo que é filho de Deus? Não aceito esta assertiva. Na minha convicção Jesus Cristo era um ser iluminado, filho de Maria, mas sem a contribuição do Espírito Santo.  O mais revolucionário de todos os homens que cruzaram este planeta. Mais uma vez, nas discussões com amigos e conhecidos perguntam-me porque sempre carrego em camisetas a imagem de Che Guevara e não a de Jesus Cristo. Confesso que não me preocupo com isso. Che Guevara é um ser iluminado, mas tão humano quanto eu, mas revolucionário de pegar em armas para buscar Justiça. Jesus Cristo usava a palavra como arma. Che  também, mas com grande diferença.

 

             Neste domingo, 13 de abril de 2014, como sempre faço, compro “O Globo”. No Segundo Caderno leio o artigo de Tony Belloto. Muito bem humorado, o fundador e remanescente  da banda Titãs, além de marido da super atriz e belíssima Malu Mader, diz que Deus prefere os ateus “pelo fato de ateus não torrarem a paciência do Todo-Poderoso”. Diz o articulista que tem uma plaquinha em seu escritório com os dizeres: “Deus prefere os ateus”. Lei o que ele disse: “Tenho uma plaquinha em meu escritório em que se lê: “Deus prefere os ateus”. Trata-se de uma brincadeira bem-humorada sobre o fato de ateus não torrarem a paciência do Todo-Poderoso com orações, súplicas, invocações, clamores, confissões, pedidos, promessas, propostas, tratos, cobranças, ladainhas, exaltações, músicas chatas e todas as coisas que devem entupir incessantemente a caixa de mensagens divina.

 

            Tony Belloto, em seu bem humorado artigo confessa que não tem convicções religiosas e nem espirituais. Aí eu não comungo com ele. Eu tenho convicções espirituais.

 

             Sobre o budismo ele me convenceu:     “Debato com amigos budistas sobre minha descrença na teoria da reencarnação. Se comprovadamente nascem mais pessoas do que morrem, provavelmente não há em estoque espíritos suficientes para rechear tantos novos corpos, o que pressupõe que nasçam várias almas de primeira geração, sem vidas passadas. Isso talvez explique minha descrença: devo ser um espírito zero quilômetro, descomprometido de dívidas cármicas”.

             

              Para encerrar Tony Belloto explica que “crônicas como esta costumam gerar mensagens inconformadas e indignadas de muitos leitores. Vários me provocam dizendo que na hora da morte eu apelarei para Deus. Difícil. Para os deuses do palco, talvez. Há os que me acusam de me aferrar ao ateísmo com a mesma convicção que um fanático se aferra à religião. Não mesmo. Simplesmente descreio e não fundamento minha descrença com dogmas. Pelo contrário, estou aberto a mudar de ideia assim que seja descoberto o fóssil de um coelho da era pré-cambriana ou que um anjo surja brandindo sobre minha cabeça uma espada de luz. Ou que me apresentem uma mensagem convincente de um amigo morto”.

 

            A crônica é muito engraçada e merece ser lida na íntegra para rir um pouco mais. Eu ri na noite de domingo, 13 de abril. Abraços e bom início de Semana Santa, “com todo o respeito aos religiosos”.

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