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A Carapuça e a escaramuça

   
 

A CARAPUÇA E A ESCARAMUÇA

Com muita frequência, assistimos principalmente em tempos de eleições, os mais influentes e renomados jornalistas, hoje também denominados na web de articulistas, se arvorarem  ou se apressarem em dar destaque à moralidade e por mais que simulem a imparcialidade, acabam dando como se diz, com os “burros n´água”.

A ordem vigente, proposital ou não, é preferencialmente generalizar para estabelecer confusão mental. Se nós que escrevemos e aqui eu me incluo, como modesto instrumento dessa maquina mortífera que chamam de “formador de opinião” composta por grupos seletos de jornalistas remunerados, eu logo, me apresso em dizer que a minha opinião é grátis e portanto sugere a priori, um menor grau de conveniência e uma imparcialidade autentica.

A pureza da ideologia (que ainda existe sim e continuará sendo a mola propulsora do homem livre e progressista) presume sensatez acima de tudo, mesmo que impregnada de uma incandescente politica e paixão por ideais e tendo a verdade como combustível inesgotável e inegociável.

Sugere também a natural vaidade do ser humano, réu confesso desse pecado venial, mas quem não o tem?

Além do calafrio de uma sensação estranha pelo peso do “status” onde seu nome e foto lá estão, mas aguardando apenas ser transformado numa placa dolorosa chamada lápide, onde se acomodam ou se acomodarão todas as palavras disparadas no tempo, e ao tempo, insanas ou não, mas sempre psicografadas ou pescadas do leito onde residem os fatos e não de supostos e pressupostos.

Quando muitos de nós se apressa em gritar e protestar que o mundo está perdido e que a desonestidade habita a nossa terrinha chamada Brasil, evidente que se trata de uma verdade, mas quando existem consideráveis e relevantes exceções, sempre haverá a esperança e no fim, o bem prevalecerá contra o mal.

A carapuça dos leitores e eleitores que assistem a onda de “pessimismo” vai com certeza se encaixar em pelo menos 40% da população Brasileira em geral e se desmembrarmos em dois grupos pode se preparar para uma analise de números extremados e de conceituação politica perigosa.

Produtores e consumidores fazem a farra do mercado de compra e venda que é também uma fonte inesgotável de poder politico e econômico. Os primeiros sustentam o Estado, com os impostos, e reclamam muito e escondem o fato de que repassam aos consumidores. E escondem também o fato de que sonegam muito e com esse dinheiro sonegado (caixa2) se elegem e do pouco que recolheram, recuperam com os altos salários que obtém como políticos, sem falar nos desvios de verbas e falcatruas em concorrências publicas. Mas existe um descontentamento generalizado que as duas partes estranhamente não identificam as causas e os pensamentos não convergem. Vivemos uma sociedade de comportamento bipolar. E os bodes expiatórios sempre existiram com maior ou menor grau de inocência e os verdadeiros culpados e mentores intelectuais jamais aparecerão. É mais ou menos como prender os ladroes de carros roubados e fingir que não se conhece os receptadores e dessa forma, de fato, os verdadeiros criminosos.

E aquele que individualmente não assume essa postura (bipolar), é o grande perdedor.

Se nos desviarmos pra o grupo dos humildes e pobres brasileiros mais especificamente, estes sim, sofridos pagando pesados “dízimos” isentos de impostos, enriquecendo os procuradores de Deus aqui na terra (um outro grupo de parasitas que vivem em cima do muro, politicamente falando) e pagando seus compromissos com honradez e parcos recursos de um ou pouco mais de um SM, com certeza desceremos para um nível de percentual mais agradável, mais ameno e mais animador. Mas a fé cega, os deixa na condição de eternas vitimas, desde os tempos do medievo.

Nesse grupo, a Lei de Gerson impera em um percentual reduzido, na faixa de uns 30 % no máximo, incluindo aqueles fazem as feiras das madrugadas usando mão de obra doméstica informal em navios negreiros modernos que carregam marmitas e cobertores em velhas e despedaçadas kombis, onde as cores da pele e dos olhos, não importam e sim o trabalho digno e sofrido. Não possuem consciência politica, apenas trabalham e se multiplicam.

E então periodicamente se pode notar a montagem das lonas dos circos, onde os “palhaços” (que somos nós todos) se alternam entre aqueles que fazem o discurso (da hora) e os que ouvem atentamente na arquibancada, os gritos do picadeiro, acreditando no homem que posa de gravata, com títulos esquisitos como “Pastor”  de almas e família e/ou Pastora das florestas verdes, defensora ardente do pau Brasil, e dos “bons costumes” que teve seu ápice no tempo no reinado dos Jesuítas. Não se pode levar em conta também as vozes estridentes de políticos de dentes brancos e bem torneados, paridos “em cima de muros”, como também há ou haverá que se pensar seriamente se o continuísmo é o caminho. A balança onde se pode pesar o passado e confrontar com o presente, está disponível num mecanismo chamado voto popular e democrático. Não há obrigatoriedade nesse ato, como dizem, outra mentira. A gente vota se quiser e em quem quiser. A única obrigatoriedade é estar lá, comparecer e exercer o mais sagrado direito de cidadania.

É indubitavelmente, a primavera eleitoral dos discursos e falas genéricas que nunca me convenceram, principalmente quando se trata de homens que assinam papel moeda em nome do Ministério da Fazenda e pra mim discursos em Haia ou da igreja de Malafaia, pouca diferença tem. Evidente que mesmo assim se pode dizer que já não se fazem mais “Barbosas” como antigamente. Quem sabe dentro daquela premissa de que homens e personalidades politicas sempre se tornaram intocáveis, quando em “cima do muro” e por isso o Brasil, passou por momentos extremamente difíceis em tempos de “Ulisseis”.

O que me importa é a ação conhecida e muito bem documentada, bem diferente daquela que podemos identificar de forma cruel como a neutralidade articulada e manipulada e muitas vezes estes fazem a honra e a dignidade serem mostradas de forma distorcida e com retóricas, com discursos bobos e sem conteúdo, pois esses sim, são valorizados, por quem tem medo de reformas sociais.

A imprensa sim, sempre fez a diferença com manchetes enormes fazendo acusações tipo matéria paga e com letrinhas miudinhas escorregando em supostos e pressupostos ou pedindo escusas no dia seguinte em linhas que abusam dos limites da invisibilidade, com raríssimas exceções.

Até quando a Lei e os olhos da sensatez continuarão sendo ludibriados, jamais saberemos. O tempo corre, e nos entretempos permite alguns abusos de saudosistas que desejam o retorno das baionetas e outros que propagam “o quanto pior, melhor” para que de fato retornemos aos tempos que repudiamos e renegamos. A grande maioria das testemunhas desse tempo, já se foram ou hoje, são minorias e infelizmente muitos jovens que estão ai, aprendem a história de forma distorcida por aqueles que desejam se perpetuar no poder politico e econômico e  perigosamente em um tempo escasso, querem fazer a cruel escaramuça.

Até o nosso TRE compactua com esses ardis, remunerando a TV com obviedades claramente tendenciosas. E a nossa grande imprensa não oferece a noticia dos fatos e prefere os supostos e pressupostos.

Dentro de alguns dias saberemos se a empreitada ardilosa, se efetivará.

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