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Em reunião do Codema comunidade conhece novos locais para construção da ETE

Cerca de 60 pessoas participaram da reunião extraordinária do Codema realizada na noite do dia 19 de novembro, no auditório do DMAES. Convocada pelo presidente da entidade, Ricardo Motta, a reunião, que durou 02 (duas) horas atendia pedido da direção do DMAES que apresentaria estudos de alternativas locacionais realizados pela DESA/Departamento de Saneamento Ambiental da UFMG. Os estudos surgiram a partir de demanda espontânea da comunidade da Comissão ETE Sim, na Rasa Não! Que critica o local já definido pela administração, que já desapropriou o terreno pertencente ao Sindicato dos Produtores Rurais, próximo aos bairros da Rasa e Residencial.

            O primeiro a se manifestar foi o Diretor do DMAES e membro do Codema, Rogério Pena Siqueira, que fez um histórico do processo da construção da ETE, desde que assumiu a Autarquia. Através de fotos, mostrou a realização de diversas reuniões com a  comunidade e associações comunitárias. Foi enfático em dizer que a assinatura de convênio com governo federal tem que a ser assinado até junho do ano que vem. Temos pouco tempo para definir tudo e por isso estamos debatendo exaustivamente com a comunidade para definirmos a questão”, frisou Rogério.

            Na abertura, o presidente do Codema, determinou as regras da reunião, que começou com uma exposição do advogado Dr. Leonardo Pereira Rezende, da assessoria jurídica do DMAES. Ele explicou que o debate sobre a construção da ETE vem desde 2006, quando foi protocolado pedido de Licença Prévia na Supram em Ubá. A LP foi concedida em 2008. Entretanto, o governo que assumiu a prefeitura em 2009 não deu seqüência no licenciamento e em 2010, foi assinado TAC/Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público.

            No TAC, o DMAES e a Prefeitura Municipal se comprometeram que conseguiriam a LI/Licença de Instalação e a Licença de Operação em apenas 9 meses. Como não conseguiram sofreram ações judiciais. A última decisão judicial determina que o DMAES e a Prefeitura cumpram o TAC. A atual direção do DMAES busca o licenciamento junto à Supram que deu prazos para enviar informações complementares.

            Na sequência, Artur Torres Filho, engenheiro agrônomo e especialista em Engenharia Sanitária e Ambiental, responsável pela equipe que realizou os estudos de alternativas locacionais, mostrou a metodologia usada no trabalho em campo para avaliação de 03 (três) novos locais, além do terreno definido atualmente pelo governo municipal. Os estudos concluíram pela equivalência de dois locais: o atual e um abaixo da Rasa, margem esquerda do rio Piranga, 02 (dois) quilômetros abaixo do Distrito do Pontal. Para a construção da ETE serão gastos R$ 21.049.086,84 (Rasa) e R$ 24.202.799,59.

            Após a apresentação dos estudos, a palavra foi aberta para o público que passou aos questionamentos e também opinando. Contra o local atual foram contabilizados: Gilmar Pinto de Oliveira, Edson Galdino, Antônio Augusto e Leôncio Barbosa. Os vereadores Leo Moreira, Wellington Neim e Joãozinho Carteiro pediram esclarecimentos sobre o local estudado abaixo do Pontal, preocupados se haveria mau-cheiro chegando ao Distrito. Letícia Albergaria, da Pastoral da Igreja defendeu o atual local e disse ainda que “tem provas” de que ETE bem planejada não emite odor desconfortável.

            Gilmar Pinto de Oliveira posicionou-se contra o terreno já desapropriado, pois “seria melhor aproveitado para expansão imobiliário e desenvolvimento econômico”. Edson Galdino disse que esteve em Ipatinga e que “ETE fede muito”. Rogério Siqueira desafiou a platéia e empresários contrários ao local, solicitando que eles garantissem a “liberação de R$ 3 milhões e a contratação de empresa para elaboração de projeto executivo para mudar o local para abaixo do Pontal. Se eles vocês me garantiram a discussão acaba aqui e agora”. Ninguém se manifestou.

            A reunião, que teve início às 18h25min. terminou às 20h45min.

 

Projeto Rio Piranga da Puro Verde realizou curso de capacitação em Rio Doce

           A Organização Ambiental Puro Verde, responsável pela execução do Projeto Rio Piranga, que tem patrocínio da Petrobras, através do Programa Petrobras Ambiental, realizou nos dias 18 e 19 de novembro, no Salão de Multiplo Uso da Prefeitura Municipal de Rio Doce “Curso de Capacitação para Multiplicadores do Projeto Rio Piranga”. Em dois dias, professores, gestores e estudantes de Rio Doce e Santa Cruz do Escalvado tomaram conhecimento de temas inerentes a conservação de nascentes, mata ciliar, legislação ambiental, biodiversidade, bacia hidrográfica e perspectivas futuras ambientais.

            A equipe do Projeto Rio Piranga composta pelo ambientalista Ricardo Motta, Ana Paula (engenheira agrônoma), Kelly Alves (gestão ambiental), Karlili Souza (contato/secretária) e João Vítor (técnico de meio ambiente) organizaram o evento que teve 112 horas de duração, atraindo mais 80 pessoas, que serão multiplicadores do Projeto Rio Piranga, que prevê o plantio de 135 mil mudas de árvores na mata ciliar do rio Piranfaq, nas cidades de Guaraciaba, Barra Longa, Santa Cruz do Escalvado, Ponte Nova e Barra Longa.

           

           

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