Na última sexta-feira, 29 de julho, vários prefeitos de cidades que foram atingidas pela lama da mineradora Samarco, em novembro do ano passado, se reuniram na sede da AMAPI, em Ponte Nova. O evento faz parte de uma série de encontros que vêm acontecendo desde dezembro de 2015. A diretoria da AMAPI, representada pelo presidente da Associação, esteve presente e abriu a sessão. “É preciso que haja envolvimento de todos nós, prefeitos, atingidos direta ou indiretamente, para que soluções sejam colocadas em prática, no principal objetivo de recuperar a bacia do Rio Doce e devolver aos cidadãos a dignidade que foi levada pela lama”, ressaltou o presidente da Associação, Aroldo Fernandes/Prefeito de Diogo de Vasconcelos.
Neste encontro, foram discutidas questões relacionadas ao Termo de Ajustamento de Conduta/TAC assinado pela Samarco e os resultados do Comitê Interfederativo de Minas Gerais e Espírito Santo, responsável por validar as ações previstas no documento. Entre os pontos mais relevantes estão às questões voltadas à segurança hídrica e a qualidade da água, nas áreas de coleta e tratamento de esgoto e destinação de resíduos sólidos e melhoria dos sistemas de abastecimento de água, previstos no TAC. “Um dos pontos cruciais da reunião foi o estabelecimento dos critérios de priorização para recebimento dos recursos, sendo eles: nível de danos da lama e posição à montante. Outro ponto defendido pelos nossos municípios é que as ações sejam implementadas via Consorcio Público, a exemplo do CIMVALPI”, ressaltou o secretário executivo da Associação e do CIMVALPI, José Adalberto de Rezende.
Após a reunião, prefeitos, secretários de meio ambiente, representantes dos Comitês de Bacia e do governo do Estado de Minas Gerais, além de ambientalistas e representantes da Samarco, fizeram uma visita orientada ao lago da Usina Hidrelétrica Risoleta Neves/Candonga, que recebeu mais de 50 milhões de m³ de rejeitos, após o rompimento da barragem. Desde o acidente, a Usina está sem funcionar, o que vem causando um prejuízo de milhões para as cidades de Rio Doce e Santa Cruz do Escalvado. Em julho, a dragagem do lago foi intensificada pela Samarco. A previsão é de que a Usina volte a funcionar somente em meados de 2017.
“Foi de grande importância a vinda deles à Ponte Nova, quando confirmamos a presença do município de PN e mostrar que os danos mais drásticos foram aqui na cabeceira e que as soluções para a bacia tem que partir daqui”, finalizou José Adalberto.
Clarissa Guimarães
Assessora de Comunicação da AMAPI
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