Prometemos encerrar nesta edição de 23/06/2017 (jornal Líder Notícias) nossa contribuição mínima para conhecimento da medicina alternativa das “plantas que curam”. Sem roteiro definido, nesta semana vamos abordar mais 03 (três) ervas medicinas. Todas com poderes de cura e servindo como alimento saudável.
O chá de folhas de maracujá (Mara kuya é seu nome, originário da língua Tupi, que significa fruto que se serve” ou “alimento na cuia”) é uma ótima alternativa ao suco da fruta, pois mantém muitas das propriedades medicinais contidas nela, e pode ser tomado a qualquer hora do dia. O chá de folhas de maracujá é tão potente que seu uso atualmente anda sendo combinado com outros procedimentos para acabar com o vício das drogas e do alcoolismo, além de ajudar a combater a insônia e a ansiedade.
Coincidentemente, no domingo dia 18/06/2017, pela manhã conversava na frente do Asilo Municipal (Vila Centenário) com Johnny, morador da Vila Alvarenga. O assunto era Deus. Disse-lhe que não sou ateu, mas tenho dúvidas acerca da existência deste ser supremo tão respeitado e amado. Sou agnóstico, mas a figura que mais admiro é Jesus Cristo. Johnny começou a falar sobre espiritismo quando o médico Dr. Fernando Linhares pediu-me para colher umas folhas do maracujazeiro plantado na beirada do rio Piranga por servidores do Asilo.
Atendendo pedidos de leitores, resolvo passar informações sobre o gengibre (zingiber officinale). Presença garantida no chá para combater aquela gripe forte, o gengibre também ajuda a emagrecer e é contra azia, enjoo, gastrite, colesterol ato, tosse, dores musculares, problemas de circulação sanguínea e artrite. É trem pra caramba que ajuda a resolver! O gengibre serve também como alimento em bolos, pães e é famoso nas balas com mel e própolis vendidas nas farmácias e casas de naturebas.·.
Outro poderoso curador é o alecrim (rosmarinus officinalis). Sempre como chá para combater o mal de Alzheimer e para ampliar a memória. Garante o bom humor. Além disso, é cheiroso. Já foi tema de música composta por Pedro Zaidan e ganhadora de prêmio no FECAPON/Festival da Canção de Ponte Nova (1978) realizado no extinto Cine Palmeiras. A composição foi defendida por André Zaidan, filho de Pedro, que tinha apenas 14 anos à época. O nome da música é “Vassoura de Alecrim” e num trecho diz: “do cheiro bom que subia”.
Além disso, o alecrim é a única planta brasileira que é componente extraordinário da natureza para que as abelhas produzam própolis verde, elemento natural usado largamente na medicina popular para diversas curas. A própolis verde é exportada pelo dobro do preço da comum, por ser mais potente.
Na semana que vem vamos abordar temas socioambientais. Você vai conhecer empresas que promovem a reciclagem, evitando que o aterro sanitário (Lixão do Sombrio) fique tão saturado.
(*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta e ambientalista desde 1977.


