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ERVAS MEDICINAIS: PLANTAS QUE CURAM – PARTE IV

             No artigo publicado no dia 09/06/2017 aqui neste minifúndio de papel jornal Líder Notícias) , oferecemos algumas dicas para implantar uma horta medicinal em nosso quintal ou mesmo em um vaso. Ressaltamos as propriedades da romã e da espinheira santa, além de citarmos o boldo e a hortelã. Hoje vamos buscar outras plantas com propriedades medicinais e para a criação de pratos especiais.

            Marcinho de Belim, ex-vereador, que tem um armazém/bar/botequim em Copacabana, vem acompanhando nossa trajetória na efervescência das “plantas que curam”. Falou-me então, das folhas da pitangueira (eugenia uniflora L.). Disse-me maravilhas desta planta de sabor exótico e adstringente. Fui urgente pesquisar e usando uma das muitas revistas dedicadas ao tema, passo aos leitores o texto quase integral da revista “Plantas Medicinais – Ervas Medicinais de A a Z”, da On Line Editora.

            A pitangueira tem folhas delicadas e floresce em plena Primavera. Tem frutos, que quando maduros, ganham uma coloração avermelhada e sabor agridoce e são chamados de pitanga. São ricos em vitamina C. Entre suas propriedades, vale destacar também o poder calmante, antirreumático e vermífugo. Para crianças é poderoso remédio contra bronquite. Já entre adultos, ajuda a combater a hipertensão. Marcinho de Belim garante que suas folhas realçam o sabor dos alimentos.

            Bastante usada na culinária, o ora-pro-nóbis (pereskia aculeata) tem o nome em latim que significa “rogai por nós”. De acordo com relatos, o nome foi dado por pessoas da raça negra que a colhiam no quintal de um padre, enquanto ele rezava em latim. Para a patuléia é lobrobô mesmo. Apreciado na feitura de pratos que levam costelinha de porco e frango, de preferência caipira. Mas, pode ser consumido cozido sozinho e servir com arroz, feijão e angu de fubá de moinho d’água. Tem gente que reza que ele tem sabor de carne de porco.

            Curiosidades sobre as “plantas que curam”: o Ministério da Saúde brasileiro normatizou o registro dos fitoterápicos em 1995, considerando como todo produto tecnicamente obtido e elaborado a partir de matérias-primas ativas de vegetais com finalidade profilática e curativa. Não basta apenas encontrar a planta milagrosa ou ter uma boa indicação natural. O uso de ervas requer manuseio e preparo correto e por fim: este tipo de medicamento tem ação terapêutica lenta e jamais deve ser usado em emergências. Nestes casos, procure o médico.

            Na semana que vem vamos encerrar nossas informações sobre os fitoterápicos. O que repassamos nestas quatro etapas não é nem de longe um centésimo do que existe de importante ao redor das “plantas que curam. E fica aqui, desde já, um conselho: “É engano imaginar que o uso de plantas medicinais o deixará livre de todos os riscos à saúde. O uso indiscriminado pode provocar efeitos colaterais e danos sérios ao organismo.”              

                          (*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta e ambientalista desde 1977.

 

 

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