No galinheiro, a palavra de ordem é a retomada do crescimento. Tem gente escrevendo até carta de compromisso. Se você fosse o dono ou a dona do terreiro, qual a primeira providência no dia seguinte à posse? O economista Eduardo Giannetti disse que o ideal seria começar por uma reforma tributária no poleiro, com direito a um comitê de política fiscal e passar um pente fino nas penas da ninhada, com avaliando custo e benefício; na troca de esporas entre os entes federativos viemos remendando contribuições, aumentando impostos e infernizando a vida das empresas, vem aí uma curva de aprendizado ou uma aposta redobrada, o Mantega disse no ‘O Globo’ que o próximo governante vai levar a política econômica às últimas consequências e a Mirian Leitão não sabe se interpreta isto como promessa ou ameaça!
A paranoia ebola está cheia de abutres políticos sem pena. Os tigres asiáticos conversam sobre reformas, enquanto a Indonésia é promovida a tigresa, quarto país mais populoso do mundo e número um em muçulmanos: não será fácil para o novo presidente que era vendedor de imóveis reformar a casa. Mercados grandes e taxa de crescimento muito baixa. Enquanto isto, em Hong Kong, a polícia desce o sarrafo nos manifestantes e os garotos continuam nas ruas.
E se o preço do petróleo está caindo no mundo inteiro, a bomba ainda vai explodir com as investigações e aculpa é do pavão que mora em cada banco que sustenta os mercados caros e vulneráveis. Se as eleições americanas representam um voo de galinhas no Congresso, a nossa ainda representa esperança de políticas públicas com um mínimo de racionalidade nos grãos de milho, sem nenhum perfil de executivo no fundo a gente não passa de homem pássaro. “Queridos amigos, numa noite de outubro de 2012, um Taliban deu um tiro no lado esquerdo do meu rosto. Fraqueza, medo e falta de esperança morreram. Força, poder e coragem nasceram.”(discurso de Malala Szafai na ONU)


