O litro da gasolina já é vendido por até R$ 3,199 em Belo Horizonte. O maior preço da cidade está no Belvedere, na região Sul, de acordo com pesquisa do site Mercado Mineiro. A alta já reflete o reajuste do combustível autorizado pelo governo nas refinarias no último dia 30. O aumento oficial foi de 4% para a gasolina e 8% para o diesel, mas, de acordo com o presidente do sindicato dos postos de combustível (Minaspetro), Paulo Miranda, o impacto nas bombas foi maior e atingiu até o álcool hidratado, que não tem os preços controlados pelo governo.
“As distribuidoras começaram a reajustar o preço da gasolina antes do anúncio do governo. Era R$ 0,01 em um dia, R$ 0,01 em outro”, afirma. Segundo ele, os postos estão comprando gasolina ate 5% mais cara do que em novembro. Para o diesel, o reajuste ficou entre 4% e 10% e, para o etanol, entre 3% e 10%.
“Com o preço da gasolina controlado, os usineiros, forçosamente, seguram o preço do etanol, para manter a relação próxima de 70% (em relação ao preço da gasolina) conseguirem competir. Com o reajuste, eles aproveitaram para aumentar o preço também, que, segundo eles, está defasado”, explica Miranda.
O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) disse, por meio da assessoria de imprensa, que não comenta os preços porque o mercado é livre. A reportagem não conseguiu falar com representantes da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig).
ANP. O levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP), referente à semana passada, ainda não acusa as altas que, segundo Miranda, foram praticadas pelas distribuidoras. De acordo com a pesquisa d o órgão regulador, na primeira semana depois do reajuste autorizado pelo governo, as distribuidoras aumentaram o preço da gasolina, em média, em 1,2% em Minas Gerais.
Regulação
Abuso. De acordo com o presidente do Minaspetro, Paulo Miranda, o consumidor é quem regula o mercado e inibe eventuais abusos de preços. Os valores devem se estabilizar nesta semana.
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