Carregando data e hora...

GOVERNO MICHEL TEMER: MULHERES E NEGROS FORA!

               

            Não é de se estranhar que determinadas nações se destaquem no cenário mundial, com a força da mulher. E quando ainda são negras. A diversidade sexual e de raça, tem que ser encarnado como espírito de cidadania na política, tão cheia de homens, na maioria, sem qualquer aptidão para interagir com o universo feminino. Vide Pedro Paulo, Secretário Executivo de Coordenação Política do Governo Municipal comandado pelo prefeito carioca, Eduardo Paes. Pedro Paulo está sendo investigado pelo STF por agredir sua mulher. Tem BO e ele quebrou um dente da mulher.

            Nos Estados Unidos, país intervencionista, sobra um pouco de arroubo de compensação. Inacreditavelmente George W. Bush nomeou um negro, General Colin Powell para comandar a pasta mais importante daquele país: Secretário de Estado, entre 20 de janeiro de 2001 até 26 de janeiro de 2005. No segundo mandato (2006/2009), o posto foi ocupado por Condoleeza Rice, também de cor negra. No Governo de Barack Obama, a Secretaria de Estado foi exercida por uma branca loira, Hillary Clinton, que os ventos querem empossar como a primeira mulher presidente dos Estados Unidos.

            Novíssimas informações do mundo atual. Do Norte (Canadá), surge um jovem de esquerda, o Primeiro Ministro Justin Trudeau, filho de Pierre Trudeau, que também foi Primeiro Ministro. Bem me lembro, quando ele desembarcou de avião no Brasil em 1984, de terno de linho branco, gravata e tênis branco. O filho tem DNA de modernidade: seu gabinete tem igual número de homens e mulheres-uma delas, Jody Wilson-Raybould, ministra da Justiça, é indígena. Há, também, ministros assumidamente gays, um cadeirante e muçulmano sikk, algo que causaria ódio ao Deputado Federal Jair Boçalnaro, que apoiou o golpe institucional.

            Na França são 18 ministérios, sendo ocupados por igual número de gêneros, incluindo negros, negras e descendentes das ilhas Polinésias, misto de índio com escravagistas e negros.     

          Na mesma semana em que Michel Temer anunciou seu ministério sem mulheres e negros (Seria medo de dividir o poder com as mulheres ou foi uma advertência da Bela, Recatada e do Lar, Marcela Temer?) a FIFA elegeu para sua Secretaria Geral uma mulher, Fatma Samoura, de 54 anos, do Senegal.       E as mulheres continuam protagonistas neste imbróglio causado pelo Governo Interino de Michel Temer. Na França, no Festival Internacional de Cinema em Cannes, ontem (dia 17/05/2016) atores e diretores do filme Aquarius, do cineasta Kleber Mendonça, protestaram contra o golpe institucional praticado no Brasil. Lá estavam mulheres-atrizes Sônia Braga, Maeve jinkings, Julia Bernat e Carla Ribas, portando cartazes com diversas mensagens retiradas de dentro das blusas, escritas em francês e inglês que diziam: “Resistiremos”, “O Brasil já não é uma democracia”, “Machistas, racistas e caloteiros como ministros” e “O mundo não pode aceitar esse Governo ilegítimo”. 

            Por aqui, no Governo municipal atual a diversidade se faz presente com mulheres de todas as raças, credos e crenças, gays. Mas, no governo Dilma Rousseff, vamos lá: se sobrou mulheres faltou negritude. Apenas uma Ministra negra. Que bom que ela era de Ponte Nova: Nilma Lino Domingos.

          E na Folha de S. Paulo no line, deu numa coluna escrita por uma mulher Lea: “O Brasil mal se recupera do trauma do afastamento de sua primeira presidente mulher e já mergulha em nova perplexidade: o governo federal interino decidiu excluir as mulheres da chefia dos ministérios”.

          Por um momento, pareceu que estávamos retrocedendo ao começo do século passado, quando a população feminina do país não tinha qualquer autonomia, não podia votar, não era ouvida nem considerada.

          Mais adiante Lea diz: “Não cabe alegar que os partidos não indicam mulheres. As siglas fazem sugestões, mas quem aprova ou não os nomes é o presidente. De toda forma, há algo de muito errado com os partidos que não conseguem indicar uma única mulher para ser ministra. Precisam enxergar o mundo como ele é hoje. Não estamos mais no século 19. As mulheres não são subalternas e nem todas querem ser do lar”.

          E Lea não para: “Em pleno regime militar, na década de 1980, a professora Esther de Figueiredo Ferraz foi nomeada ministra da Educação (1982-1985), uma excelente profissional que muito nos orgulhou. Desde então, nunca mais uma administração federal prescindiu das mulheres. O que ocorre agora é um retrocesso”, finaliza Lea.

            E tome-lhe desprazer na mídia. Para enfeitar pavão, Temer colocou uma mulher no BNDES e recebeu manchete da Rede Globo (golpista como sempre) como se agora estivesse tudo certo. Não. Não está! O BNDES é subordinado ao Ministério do Bigodudo Romero Jucá, conhecido como sabonete do Planalto: foi líder de governo de FHC, Lula e Dilma está enrolado com denúncias”.

            Usando Marta Suplicy, que saiu do PT para entrar no PMDB, o governo interino levou sonoros nãos quando buscou mulheres para ocupar a Secretaria Nacional de Cultura, agora um apêndice do Ministério da Educação. Caraca, Ponte Nova brejeira viu que estas duas pastas se completam, mas têm características diferentes, por isso separou tudo. Está dando certo. E veja o que disseram as sondadas.

            Eliane Costa, que é Consultora e curadora de diversos trabalhos ligados à produção cultural e coordenadora de curso de pós-graduação da Fundação, disse: acabo de ser sondada para a tal Secretaria de Cultura que pretende substituir o Ministério da Cultura. Como a sondagem foi feita por pessoa do meio cultural por quem eu tenho respeito, não pude me aprofundar na resposta. Disse apenas que não trabalho pra governo golpista. Nem serei coveira do MinC. Já se viu isso? Depois dessa só me falta agora ser convidada pra ser comentarista de política da Globonews.

            Cláudia Souza Leitão, Ex-secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura (MinC), a antropóloga cearense Cláudia Leitão informou em seu perfil no Facebook ter sido sondada para assumir a nova Secretaria Nacional da Cultura: “Acabo de ser sondada para assumir a Secretaria Nacional da Cultura dentro do MEC, no Governo Temer. Respondi com um sonoro “não”! Espero que nenhuma mulher aceite esse convite e dessa forma não contribua para a transfiguração do MinC num apêndice do MEC. Continuemos a nossa luta. Mobilizemos o país! Não à extinção do Ministério da Cultura! Viva a cultura como eixo estratégico para o desenvolvimento brasileiro!”

Bruna Lombardi disse que tem mais o que fazer.  Marília nem topou conversar. A cantora Daniela Mercury foi procurada pela senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) e recusou o convite para assumir a Secretaria Nacional de Cultura.

          Abraços e que sejam bem vindos todas as mulheres. Sejam no lar, na escola, na rua e… claro:

Compartilhe nas redes sociais