Um incêndio de enormes proporções destruiu mais de 20 hectares de mata nativa no Parque Natural Municipal Tancredo Neves, queimando árvores de grande porte, além de prejudicar o habitat de animais silvestres e atrasar a aspersão de sementes, uma vez que nesta época, as espécies de plantas nativas estão com sementes já prontas para germinar. O levantamento inicial de danos foi realizado pela engenheira agrônoma e Coordenadora Técnica do Projeto Rio Piranga, Ana Paula Sérvulo de Andrade e pela engenheira ambiental Ana Luíza Bomfim, que é assessora de Meio Ambiente e Serviços Urbanos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
O fogo começou por volta de 18 horas da sexta-feira, 03 de outubro de 2104, e foi combatido por homens do Corpo de Bombeiros e Agentes Penitenciários, com apoio logístico do caminhão-pipa da Prefeitura Municipal. Segundo informações oficiosas, o fogo teria começado nas proximidades do Complexo Penitenciário proveniente da queima de colchões. “Uma fagulha voou e começou o incêndio”, disse uma testemunha que não quis se identificar de Meio Ambiente.
O Presidente do Codema, Ricardo Motta, também participou do levantamento uma vez que a gestão do Parque Tancredo Neves é compartilhada com deliberações do órgão ambiental. “Foi o maior incêndio registrado nestes últimos 40 anos. O rastro de destruição é impressionante. Calculamos mais de 15 mil árvores queimadas, sendo 10 mil em idade, altura superior a 8 metros”, disse Ricardo Motta.
Além dos 20 hectares queimados no Parque, o fogo atingiu mais 14 hectares na área anexa entre o Complexo Penitenciário e a antiga área de lazer. Neste território, foram queimadas mais de 08 (oito) mil árvores em estágio inicial de crescimento. “Estas árvores foram plantadas há 05 (cinco) anos em evento organizado pela Organização Ambiental Puro Verde, Codema, IEF e Secretaria Municipal de Meio Ambiente. É uma tragédia sem precedentes em relação ao meio ambiente”, disse a Secretária Municipal de Meio Ambiente, Alessandra Regina Gomes.
A Engenheira Agrônoma, Ana Paula Sérvulo de Andrade, disse que o fogo atingiu o viveiro de mudas do Projeto Rio Piranga, afetando cerca de 2.000 mudas de árvores nativas que seriam plantadas na mata ciliar do rio Piranga neste mês de outubro. “O fogo consumiu milhares de tubetes e bandejas que são usados para produção de mudas, provocando um derretimento de plástico que afetou o solo, além de ter queimado cerca de 100 árvores da espécie açácia-manjium. É muito riste o que aconteceu. A natureza vai demorar anos para se recuperar”, disse Ana Paula.


