JULGAMENTO
Quando me propus a redigir algumas linhas sobre o tema ‘julgamento’, confesso que senti um frio na barriga. Ao longo dos anos e das experiências, observamos que todos nós ainda envoltos a vibrações e pensamentos de ordem inferior, julgamos sem piedade. Um apontamento ali outro acolá e assim caminha a humanidade. Tempos e estações mudam e continuamos equivocados e trilhando a mesma estrada que fere e marca nossos corações. Essas cicatrizes que são realizadas por nós mesmos são resquícios de nossa mente vã e de nossa fala descontrolada.
Julgar e ser julgado são uma via de mão dupla que no meio do caminho acabam trocando de posições. É certo e constatado que o que julgamos hoje, amanhã certamente será julgado. O que assusta nos dias atuais é a velocidade que isso tem se cumprido. Antigamente demorava-se mais para fraquejarmos no mesmo erro ao qual apontamos no outro. Hoje, talvez pela velocidade da transição planetária, é necessário que cresçamos o mais rápido possível. Esse crescimento pode ser pelo amor ou pela dor e pela troca de papéis que certamente a vida nos colocará.


