Parafraseando a música “Aluga-se”, do cantor e compositor Raul Seixas, o vereador Hermano (PT) mostrou seu repúdio ao Governo Federal quanto ao leilão das quatro usinas da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), ocorrido no último dia 27.
As hidrelétricas de São Simão (entre MG e GO), Jaguara (entre MG e SP), Miranda (MG) e Volta Grande (MG e SP), que, juntas, correspondem a quase 50% da energia gerada pela estatal mineira foram vendidas por R$12,1 bilhões, valor acima dos R$ 11 bilhões esperados pelo Governo Federal que justificou a venda como “ajuda nas contas públicas”. Com a transação concretizada, os grupos que adquiriram o controle das usinas poderão explorá-las por um prazo de 30 anos.
Hermano comentou sobre o 8º Encontro Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens que acontece no Rio de Janeiro. “O MAB traz o lema de que ‘Água e energia não são mercadorias, são para a soberania do povo’. Então o presidente ilegítimo que ocupa nosso país, vendeu a soberania do nosso povo” enfatizou o vereador, ressaltando o aumento que virá nas contas de luz.
Hermano destacou que, em 1997, a Cemig assinou com a União um contrato de concessão de 20 anos das usinas Jaguara, São Simão, Miranda e Volta Grande. Havia uma cláusula que garantia prorrogação por mais 20 anos. Em 2012, porém, oGoverno Federal editou a Medida Provisória (MP) 579, que antecipava o vencimento dos contratos. Na ocasião, o então governador Antônio Anastasia (PSDB) foi contra.
“Estamos vivendo uma nova fase de ‘entreguismo’ do país. Entregue para o capital estrangeiro, entregue para as empresas de outros países que vêm aqui somente para retirar aquilo que é nosso e sucatear o serviço ofertado”, criticou Hermano.
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