A mulher de 19 anos que confessou ter matado o próprio filho de 2 anos em Ibirité, na região metropolitana de Belo Horizonte, vai responder por homicídio por dolo eventual, quando não tem a intenção de cometer o crime, mas assume o risco da morte e por ocultação de cadáver. A suspeita atirou a criança contra a parede e, em seguida, escondeu o corpo dentro de um sofá. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da Polícia Civil na manhã desta terça-feira (26).
De acordo com a corporação, o delegado Davi Batista conclui que a jovem, no momento da agressão, não queria matar o menino de 2 anos. A pena para o crime de dolo eventual varia entre seis e 20 anos de prisão. Já para a ocultação de cadáver a pena é de um a três anos de reclusão. Além disso, o laudo realizado pela perícia apontou que Keven Gomes Sobral teve traumatismo craniano.
A mulher está presa há quase um mês depois que contou o que aconteceu na casa da família. A assassina confessa disse que se irritou ao ver o filho mexer no seu celular sem permissão. Após agredir o filho, a mulher colocou a vítima desacordada dentro do sofá da cunhada, em uma casa no mesmo lote em que ela vivia.
No dia 24 de julho, a dona de casa chegou a prestar queixa de desaparecimento da criança. Três dias depois, o corpo foi encontrado. O pai da criança chegou a afirmar que a companheira já havia tentado matar o filho por afogamento quando a criança tinha apenas 4 meses de vida.
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