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Neymar excluído da Seleção Brasileira por um golpe de artes marciais

                                                                                                                         É chegado o momento de o mundo compreender que o futebol brasileiro é o mais perfeito do planeta. Isso porque o Grande Arquiteto do Universo legou a este caldeirão étnico das terras verde/amarelo um recurso que negou a todo o resto da humanidade: a capacidade de improvisação ou, como queiram, aquilo que aprendemos a chamar de “jeitinho”. O bom futebol mundial pode ser resultado de boa técnica esportiva, bom preparo físico, treinamento correto, inteligência aguçada de dirigentes e…um sem número de razões. Entretanto, o grande diferencial para o êxito de quem pratica o maior esporte de todos os tempos, é exatamente a presença de espírito e a capacidade de improvisação, ervas que só o brasileiro possui em seu quintal e que jamais vicejarão em quaisquer outras plagas do planeta. Assim foi também na II Guerra Mundial. Ao chegar à Itália, em 1944, o efetivo da Força Expedicionária Brasileira não granjeou, de início, a confiança do comando aliado. Estatura abaixo da média, dentição precária, uniforme insuficiente para as baixas temperaturas, instrução militar escassa, foram as credenciais apresentadas pelo pracinha brasileiro aos robustos norte-americanos. Mas, no desenrolar da campanha na Itália, os aliados perceberam que os mestiços sul-americanos iriam fatalmente sobrepujá-los com suas gingas, mungangas, rapidez no aprendizado, ligeireza nas ações, no improviso e, principalmente, na capacidade de adaptação. Assim, os brasileiros foram empurrando os nazistas para dentro da Europa aos olhos atônitos dos gringos, até a vitória final.

                                                                                                                           A Copa de Mundo é um evento que nasceu do raro espírito esportivo do gaulês Jules Rimet e, a partir de 1958, o Brasil começou a pontificar em suas disputas, até conquistar um título de pentacampeão. É o melhor futebol do mundo, já se dissiparam quaisquer dúvidas a esse respeito e Pelé, o melhor jogador de todos os tempos, é nosso compatriota. Não é de se admirar, então, que seus atletas venham sendo caçados (é com c cedilha mesmo!) ao longo dessas disputas que se iniciaram em 1930. No mundial de 1962, o Rei Pelé foi colocado fora de combate pelo golpe sujo de um adversário que ali estava de tocaia esperando o momento azado de cumprir as ordens nefandas de seus dirigentes. Substituído Pelé por Amarildo, e tendo o apoio do legendário Garrincha, o Brasil sagrou-se bicampeão naquele mundial.  Vencer os brasileiros nesse esporte é tarefa árdua e, sendo o futebol uma arte de corpo a corpo técnica e, a Copa do Mundo, uma competição que atualmente movimenta somas astronômicas em dinheiro, a eliminação de seus jogadores através de agressões físicas camufladas é apenas uma questão de lógica.

                                                                                                                          Porém, falemos da atualidade. Ontem, 04/07/2014, quando o Brasil disputava com a Colômbia uma das partidas da Copa, o fato mais uma vez se repetiu. Entre os milhões de torcedores brasileiros, é certo que quase ninguém teve suficientemente aguçada a capacidade de observação, para concluir que Neimar, o principal atacante da Seleção Brasileira, foi vítima de um despistado golpe de kung fu. Nessa modalidade das artes marciais, esse golpe tem lugar quando o lutador vira-se de costas negaceando o oponente e, imprimindo impulso às pernas, acerta o rosto de seu adversário com os pés numa cambalhota. Mas, esse adversário, ao perceber a manobra, pode ir ao contragolpe antes de receber os pés do oponente no rosto, arremessando-lhe um dos joelhos na região lombar, o que provocará a ruptura de sua coluna vertebral. Observa-se nitidamente que o atacante Neimar desempenhou ali o papel do contendor quando vira-se de costas para aplicar o golpe. Transpondo essa dinâmica para o lance, veremos que o atacante brasileiro procedeu de forma análoga, porém, tratando-se de uma partida de futebol, sua intenção era impedir que o oponente tivesse acesso à bola. Jogava-se, ali, um esporte chamado futebol. O atleta colombiano que atingiu Neimar deu mostras irrefutáveis de suas intenções que eram mesmo aquelas de lesionar o atacante brasileiro. Em uma segunda análise, mostrou ser um conhecedor experimentado da arte do kung fu. Não conseguiu, porém, esconder sua ação dos olhos de muitos bons observadores em meio à torcida brasileira. Certamente, em países mais radicais, a polícia adentraria imediatamente o gramado e aquele jogador colombiano seria preso por lesão corporal. Ali, cabalmente, não está configurada uma jogada desleal, uma entrada violenta ou coisa que o valha. Foi um crime de lesão corporal.      

                                                                                Após as autoridades policiais brasileiras terem levado à prisão uma quadrilha que vendia entradas para os jogos da Copa do Mundo de 2014 de forma fraudulenta, e haver descoberto entre os acusados um funcionário da FIFA, uma conspiração para eliminar deslealmente jogadores brasileiros do Mundial não será coisa de esbugalharmos os olhos e ficarmos estupefatos. Na partida de ontem, também vimos quando o goleiro colombiano, em um fim de ataque, arremessou maldosamente a bola para as pernas de outro jogador brasileiro, simulando que este o impedira de chutá-la, penalidade que é passível de cartão amarelo e impedimento de participação na partida seguinte. Conseguiram, em um só jogo, colocar fora de combate dois dos nossos melhores jogadores, com a ajuda da desastrada atuação do árbitro que praticou todos os tipos de irregularidades. Ainda assim o Brasil venceu por 2 x 1. O atacante Neimar poderia agora estar com a coluna vertebral irremediavelmente fraturada.

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