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O MUNDO É DAS MULHERES: PROTAGONISMO COM CHARME

       

            Amanhecendo no primeiro dia do rigoroso inverno (20 de junho de 2016) que se aproxima e ainda diante de um outono invernal, mantenho o primeiro contato com a Internet. Rolando o mouse buscando sites de noticias, deparo com a bela Virgínia Raggi, advogada que se apresenta ao mundo como a primeira mulher a assumir a Prefeitura de Roma, emblemática capital onde a história continua fazendo história.

            O protagonismo das mulheres atravessa fronteiras, mares e oceanos e repousa em Brasília, onde Tia Eron, deputada que não nega a raça e se coloca como contraponto de Eduardo Cunha (sem comentários): “Me chamaram para resolver o que os homens aqui não conseguiram 7 meses”, disse uma deputada baiana arretada.

            O estupro coletivo de uma adolescente no rio de Janeiro, no Morro do Barão, zona oeste do Rio de Janeiro, colocou em evidência mais uma mulher, que em poucos dias solucionou um crime bárbaro. A Delegada Cristiana Bento, loira, bela e sagaz comanda a Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) e concluiu o inquérito sobre o caso, feito com todos os laudos periciais, inclusive o do celular de Raí de Souza, de 22 anos, um dos três suspeitos que estão presos pelo crime.

            Lutando contra preconceitos, Dilma Roussef tornou-se a primeira presidente mulher deste país machista (veja o Governo de Temer). Dilma é vítima de um golpismo arquitetado nas sobras do poder, descoberto pelas escutas de Sérgio Machado, com as onipresenças Rodrigo Janot e Sérgio Moro. País em crise, mas a dignidade de Dilma sobrepõe-se às tramas escabrosas da corrupção.

            Hillary Clinton, que sobreviveu ao terremoto de Mônica Lewisnky, aquela que fez sexo oral em Bill Clinton, pode comandar a maior nação democrática (não tão democrática!) do planeta: Estados Unidos. Se não é certo, já fez história fazendo crescer a coragem e o empoderamento das mulheres. Como Secretária de Estado do governo Obama entre janeiro de 2009 e fevereiro de 2013, esteve na vanguarda da resposta do país à Primavera Árabe, que terminou com reinado de Muammar Kaddafi.

            E por aqui, em Ponte Nova? Mulheres que mudaram a concepção de entendimento sensorial como Laene Mucci (Fada Madrinha das Artes); da luta trabalhista como Lourdinha Salles; do engajamento social como Teresinha Alves Costa; do saber jurídico na defesa dos menos protegidos como Fernanda Saraiva; da labuta diária como empresária como Carminha do Apaga-Fogo e suas filhas: Taís Maravilhosa, Carol Super Linda, Thamires (Pipi) e Camila, a Extraterrestre.

            O tempo corre contra o tempo e contra a memória. Não vou me esquecer de Adair Liberatto, a primeira pessoa a ocupar a pasta de Cultura do município e mulher com vigor, discutindo, debatendo e agindo contra o racismo. Pôs a cara na reta através da dança, do teatro, dos encontros e seminários.

            “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”, já dizia Geraldo Vandré, mas Chico Buarque cantou e encantou as Mulheres de Atenas, Januária, Carolina e resumiu a dor de Zuzu Angel, que teve seu filho de apenas 17 anos morto pela Ditadura Militar. Na composição intitulada Agélica, Chico cultua a força e a tenacidade de Zuzu Angel para incriminar os assassinos de seu filho: Quem é essa mulher/Que canta sempre esse estribilho?/Só queria embalar meu filho/Que mora na escuridão do mar.

            Num tempo da cultura do estupro, do racismo disfarçado, da corrupção insistente e consistente, o avanço sistemático da beleza feminina e da energia com ternura, criou um campo de soluções. A inteligência e a sensibilidade femininas vão mudar o mundo para sempre!

 

 

 

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