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O que você vai ser quando crescer?

          Essa é uma pergunta feita a todos nós desde pequenos e está diretamente relacionada com a escolha profissional. Pergunta está que a maioria de nós responde, ou é instigado a responder. “Eu vou ser médica, policial, bombeiro, engenheiro, professora…”. Raramente, ou nunca, ouvimos um: “vou ser feliz, vou ser bom…” Mas uma das tarefas mais difíceis para os jovens é sem dúvida, a decisão da profissão a escolher.

          Quando escolhe a profissão a pessoa está escolhendo, de certa maneira, que tipo de vida irá levar, que relação estabelecerá com a sociedade através de seu trabalho, com que tipo de pessoas irá se relacionar, pois é principalmente através de seu trabalho que a pessoa  é reconhecida na sociedade.  Se satisfeito com o que faz, provavelmente será um bom profissional, desempenhando bem suas funções. Portanto, a escolha da profissão repercute no indivíduo consigo mesmo, assim como na comunidade que recebe seus serviços.

          A escolha da profissão está diretamente ligada com a identidade da pessoa. Normalmente nos apresentamos uns aos outros dizendo: “Meu nome é fulano, eu sou… e aí dizemos  nossa profissão. Ou seja, seremos reconhecidos nos locais onde transitamos, na maioria das vezes, pela nossa profissão. Muitos quando possuem profissões que fornecem “carteirinhas” (identidade profissional), abandonam seu RG e passam a apresentar quando solicitado, a referida identidade profissional no lugar do RG.

          Longe de ser simples, a escolha profissional, exigida num período muito prematuro da vida da pessoa, vem sendo cada dia mais complexa, tendo em vista as especializações e diversidades de opções de profissões atualmente.

          Esperar acordar um dia com a escolha profissional definida é fantasioso, evitar refletir e falar sobre o assunto, acreditar em um “chamado”, um “sonho revelador”, é seguramente uma péssima forma para resolver a questão da escolha de uma profissão.

          Existem também aquelas pessoas que vão seguir o negócio da família, ou fazer o curso que o pai e/ou mãe quer que ele faça. Essas são maneiras de deixar que os outros escolham por eles. Talvez tenham sorte e gostem realmente do que se propuseram a fazer profissionalmente, baseado nas circunstâncias familiares. Mas mesmo assim é importante buscar informações sobre a profissão e o mercado de trabalho atual.

          A escolha é um atributo do ser humano. Escolher significa posicionar-se dentre as alternativas que se constituem como possibilidades reais, cada uma delas com seus pontos positivos e negativos.

          Escolher é quase sempre difícil, pois significa que a princípio temos a disposição todas as alternativas, e ao escolher abrimos mão de várias para ficar com uma só. E ficará o questionamento se a nossa foi à escolha certa.

          Uma pessoa que não viveu conflitos, não sentiu insegurança e não teve dúvidas no momento da decisão profissional pode estar iludindo-se com sua opção, já que qualquer escolha pressupõe indecisão. Isso se aplica às situações mais diversas, como a simples escolha de uma roupa numa loja, a procura de um (a) parceiro (a) ou a opção profissional.

          A escolha, em última instância, será tomada por meio de um ATO DE CORAGEM. Isso porque ela envolve não só o conhecimento objetivo, mas também uma intervenção emocional, o que conhecemos sobre nós mesmos (autoconhecimento) é tão importante quanto as informações sobre as profissões e o mundo do trabalho.

          A escolha profissional feita com a busca de informações e o autoconhecimento é algo maior que apenas a decisão de uma profissão a ser seguida: representa um esboço do projeto de vida escolhido para si.

                                                               Shênia Chaves.

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