Vibração, sorrisos, nervosismo, lábios mordidos deram o tom de como foi o jogo de abertura do segundo dia do Mundial de Clubes, entre Kalleh, do Irã, e Panasonic Panthers, do Japão, nesta quarta-feira. No final, no entanto, prevaleceu a alegria apresentada pelos japoneses que, além de baterem os iranianos, conquistaram a torcida presente no ginásio Divino Braga, em Betim, que apoiou os Panthers do início ao fim.
A vitória por 3 sets a 1, parciais de 25/19, 24/26, 30/28 e 25/16, foi a primeira do Panasonic no grupo A do Mundial, mantendo a equipe na briga por uma vaga nas semifinais, com três pontos ganhos, agora empatados com os outros integrantes da chave. Já o Kalleh acumulou sua segunda derrota seguida e complicou sua situação no grupo.
O oposto Shimizu, do Panasonic, foi o grande nome do jogo, tendo feito nada mais, nada menos do que 27 pontos.
Duelo de equilíbrio
Em jogo, a chance de se manter vivo na briga por uma vaga nas semifinais. Considerados os mais “frágeis” do grupo A, Kalleh e Panasonic Panthers sabiam que a vitória no confronto entre eles era fundamental para a sobrevivência na chave, já que tanto Trentino (ITA) como UPCN (ARG) estrearam com vitória.
Os japoneses se destacavam pela vibração que apresentavam a cada ponto conquistado. Qualquer bola no chão era motivo para o levantador Fukatsu dar a sua tradicional e inusitada volta por toda a quadra, comemorando mais um “passo” dado. E foi com essa energia que a equipe do ponteiro Dante conseguiu arrancar na frente.
O Kalleh até começou melhor, abrindo três pontos de vantagem. Mas a vibração dos japoneses aliada ao melhor entrosamento de Dante – em seu segundo jogo oficial pelo Panasonic – acabou fazendo a diferença. A melhor representação da empolgação dos orientais foi no ponto que fechou o primeiro set. Feliz pelo bloqueio feito, o ponteiro Ito percorreu a quadra buscando os seus companheiros e nem o fato deles deixá-lo “no vácuo” tirou a festa do jogador.
A equipe iraniana sabia que precisava diminuir os erros e o nervosismo para buscar a reação. Mais concentrado, o Kalleh iniciou bem a segunda etapa, mas novamente viu a tensão atrapalhar o time. Em uma sequência de erros, o Panasonic, liderado pelo oposto Shimizu, tomou a frente. Mas quando o set parecia perdido, os iranianos ressurgiram com vontade para deixar tudo igual no placar.
A expressão do capitão do Kalleh, Alireza Nadi, já mostrava que o terceiro set seria um teste de nervos. Ao longo de uma jogada de ataque de sua equipe, o jogador balançou os braços, nitidamente incomodado com a dificuldade para se colocar a bola no chão da quadra adversária. Ralis não faltaram na etapa, que ganhou contornos sofridos e teve final favorável ao Panasonic: 30 a 28.
Os iranianos sentiram o impacto do esforço na terceira etapa, enquanto os japoneses ainda “voavam” em quadra. Com a equipe mais inteira, os Panthers não tiveram dificuldades para levar a parcial seguinte para confirmar a sua primeira vitória no Mundial de Clubes.
O TEmpo


