Pescadores Profissionais recebem apoio da ONG Puro Verde e da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal
No dia 05 de maio de 2016, na sede da Organização Ambiental Puro Verde, Avenida Caetano Marinho, 297, Centro Histórico, os (*) pescadores profissionais de Ponte Nova participaram de reunião de trabalho com integrantes da ONG Puro Verde e com o presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal, vereador Wellington Neim para debater, entre outros assuntos, a proibição de pesca de peixes nativos no Rio Piranga e seus afluentes no território de Ponte Nova.
A iniciativa da reunião aconteceu depois de vários contatos dos pescadores profissionais de Ponte Nova com o Secretário Geral da ONG Puro Verde, Ricardo Motta, e com o vereador Neim. Os trabalhadores da pesca não estão recebendo da Samarco o beneficio de 01 (um) Salário Mínimo mensal para sustento da própria família, uma vez que a pesca está proibida no rio Doce, em função do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, que destruiu praticamente a ictiofauna dos rios Doce, Carmo e Gualaxo do Norte, após um mar de lama de rejeitos de minério de ferro.
Um dos líderes do movimento, o pescador Marcelo Guimarães, conhecido como Marcelo Dourado, diz que vem recebendo apenas uma cesta básica de pouco mais de R$40,00. “É um absurdo, não estamos recebendo o benefício. Não entendemos o que está acontecendo, pois somos 05 (cinco) pescadores profissionais em Ponte Nova, com RGP (Registro Geral de Pesca) junto ao Ministério da Pesca e Aquicultura e apenas 01 (um) está recebendo. Temos direito e vamos buscá-lo com apoio da ONG Puro Verde, do Codema e do vereador Neim”, disse Marcelo Dourado.
Para Ricardo Motta e o vereador Neim, o que importa mesmo é ter o apoio dos pescadores profissionais e dos amadores para conseguirmos proibir a pesca do rio Piranga e comercialização dos peixes nativos. “com isso, Ponte Nova cumprirá o seu papel de vanguarda na defesa do meio ambiente, ajudando no repovoamento de peixes nos rios Doce e Carmo, destruídos pela grande tragédia ambiental provocada pela Samarco há 06 (seis) meses”, disseram Ricardo Motta e Wellington Neim.
(*) Marcelo Guimarães/Marcelo Dourado; Daniel Tadeu Gutierres Antônio, Fábio Abreu Silva, Alberto Emerenciano Serrano Filho (Catito) e Juliano Guedes.
ATA DA REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DA ORGANIZAÇÃO AMBIENTAL PURO VERDE COM OS PESCADORES COM REGISTRO GERAL DE PESCA DO MINISTÉRIO DA PESCA E AQUICULTURA E O PRESIDENTE DA COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE PONTE NOVA – MG. Aos 05 (cinco) dias do mês de maio de 2016 (dois mil e dezesseis), às 17h (dezessete horas) na sede da Organização Ambiental Puro Verde, Avenida Caetano Marinho, 297 / Centro Histórico, em Ponte Nova, deu-se o início da Reunião Extraordinária da entidade com a finalidade de debater a questão da pesca no rio Piranga e a proibição da comercialização de peixes espécies nativas da Bacia Hidrográfica do rio Doce. Na ocasião, foi discutida também a situação dos pescadores profissionais que atuam na bacia do rio Doce, afetada pela lama e barro proveniente do rompimento da barragem de rejeitos (Samarco) de Fundão, em Mariana, exatamente a 06 (seis) meses. Primeiramente o Secretário Geral da ONG Puro Verde, Ricardo Motta de Almeida, abriu a reunião registrando as seguintes presenças: Carlota Colaço Fonseca (Diretora de Meio Ambiente), Newton Totino Pinguelli (Diretor-tesoureiro I) e Felipe Polesca Soares (Diretor de Atividades Culturais, ambos da ONG Puro Verde; vereador Wellington Neim (Presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal de Ponte Nova) e os pescadores profissionais Marcelo Guimarães (Marcelo Dourado) e Alberto Emerick Serrano Filho (Catito). Inicialmente, os pescadores Marcelo e Catito disseram que não estão recebendo o benefício de 01 (um) Salário Mínimo da Samarco, responsável pelo pagamento conforme decisão já definida em negociações entre o Ministério Público e as comunidades atingidas. O vereador Wellington Neim propôs negociação direta com a Samarco exigindo os direitos dos pescadores e a proibição de comercialização de determinadas espécies e liberação de outras para não afetar a questão econômica e de sobrevivência dos pescadores. A relação dos peixes será definida por especialista da área junto com os pescadores, sendo sugerida a participação do professor Jorge Dergan, da UFV. O vereador Neim e Carlota Colaço propuseram que a pesca de subsistência só será de anzol, molinete e linha. Os órgãos ambientais ligados na defesa do meio ambiente em Ponte Nova (Codema, ONG Puro Verde e Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal) estão todos envolvidos na recuperação dos rios Doce e Carmo e por isso necessitam do entendimento legal e de apoio da Samarco. Ficou definido que será enviado à direção da Samarco ofício com o conteúdo desta propondo agendamento de reunião para se restabelecer um canal de negociação. Nada mais havendo a tratar foi encerrada a reunião às 17h50min. Ricardo Motta lavrou digitalmente esta ata que será assinada por todos os presentes para que se produzam seus efeitos legais.


