Resolvi trazer uma singela mensagem para nos dar forçar nos dias difíceis que vivemos hoje com tanta violência, amargura e desequilíbrio de uma forma geral.
Nos dias de hoje, muitas coisas nos remete ao famoso “quebra-pau”, trânsito, convivência no trabalho, dividas, filas para supermercado e até para votar. Hoje em dia tudo nos aborrece, propaganda na TV, um filme que não termina como queremos, uma opinião que não é igual a nossa, fora os clássicos, toalha molhada na cama, pasta de dente que foi espremida no meio e não parte de baixo para ficar uniforme rsrs. Poderia escrever folhas e folhas de coisas que nos remete a famosa “perda de estribeiras” e você que esta lendo deve se lembrar de coisas que lhe fizeram sentir assim.
A nossa proposta hoje é refletir o quanto somos intolerantes e por muito pouco desencadeamos um processo autodestrutivo através da raiva, rancor e ódio, que hoje é cientificamente comprovado ser causa de doenças como o câncer.
Mas o que faz com que nós venhamos a agir desta forma? A solução vem com um ensinamento antigo de mais ou menos 2014 anos atrás de um “moço” pouco conhecido chamado Jesus. Ele certa vez nos disse e esta anotado na bíblia em João 8:32 “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”
É Imprescindível a compreensão em todos os momentos para que possamos entender e lidar melhor com tudo . Buscar a verdade por traz de uma má resposta, de um transito parado, de uma cara fechada, de um silêncio, por que tudo de um motivo e isso que nos faz compreender a causa, aceitando melhor o efeito.
Trouxe uma historia do livro Jesus no Lar de Francisco Candido Xavier pelo espírito Nei Lucio, narrada por Jesus , que nos faz refletir muito sobre a compreensão das coisas que acontecem a nossa volta para que possamos viver melhor, com mais aceitação, paciente e amor.
A necessidade de entendimento
Um dos companheiros trazia ao culto evangélico enorme expressão de abatimento. Ante as indagações fraternas do Senhor, esclareceu que fora rudemente tratado na via pública. Vários devedores, por ele convidados a pagamento,
responderam com ingratidão e grosseria. Não se internou o Cristo através da consolação individual, mas, exortando
evidentemente todos os companheiros, narrou, benevolente:
— Um grande explicador dos textos de Jó possuía singulares disposições para os serviços da compreensão e da bondade, e, talvez por isso, organizou uma escola em que pontificava com indiscutível sabedoria. Amparando, certa ocasião,
um aprendiz irrequieto que freqüentes vezes se lamuriava de maus tratos que recebia na praça pública, saiu pacientemente em companhia do discípulo, pelas ruas de Jerusalém, implorando esmolas para determinados serviços do Templo. A maioria dos transeuntes dava ou negava, com indiferença, mas, numa esquina movimentada, um homem vigoroso respondeu-lhes à rogativa com aspereza e zombaria. O mestre tomou o aprendiz pela mão e ambos o seguiram, cuidadosos. Não andaram muito tempo e viram-no cair ao solo, ralado de dor violenta, provocando o socorro geral.
Verificaram, em breve, que o irmão irritado sofria de cólicas mortais. Demandaram adiante, quando foram defrontados por um cavalheiro que nem se dignou responder-lhes à súplica, endereçando-lhes tão somente um olhar rancoroso e duro. Orientador e tutelado acompanharam-lhe os passos, e, quando a estranha personagem alcançou o domicílio que lhe era próprio, repararam que compacto grupo de pessoas chorosas o aguardava, grupo esse ao qual se uniu em copioso pranto, informando-se os dois de que o infeliz retinha no lar uma filha morta. “Prosseguiram esmolando na via pública e, a estreito passo, receberam fortes palavrões de um rapaz a quem se haviam dirigido. Retraíram-se ambos, em
expectativa, verificando, depois de meia hora de observação, que o mísero não passava de um louco. Em seguida, ouviram atrevidas frases de um velho que lhes prometia prisão e pedradas; mas, decorridas algumas horas, souberam que o infortunado era simplesmente um negociante falido, que se convertera de senhor em escravo, em razão de débitos enormes. Como o dia declinasse, o respeitável instrutor convocou o discípulo ao regresso e ponderou:
“— Guardaste a lição?
Aceita a necessidade do entendimento por sagrado imperativo da vida. Nunca mais te queixes daqueles que exibem expressões de revolta ou desespero nas ruas. O primeiro que nos surgiu à frente era enfermo vulgar; o segundo guardava a morte em casa; o terceiro padecia loucura e o quarto experimentava a falência. Na maioria dos casos, quem nos recebe de mau humor permanece em estrada muito mais escura e mais espinhosa que a nossa”.
E, completando o ensinamento, terminou o Senhor, diante dos companheiros espantados:
— Quando encontrarmos os portadores da aflição, tenhamos piedade e auxiliemo-los na reconquista da paz íntima. O touro retém os chifres, por não haver atingido, ainda, o dom das asas. Reclamamos, comumente, contra a ovelha que nos
perturba o repouso, balindo, atormentada; todavia, raramente nos lembramos de que o pobre animal vai seguindo, sob laço pesado, a caminho do matadouro.
Que possamos refletir a cada ato em nossas vidas, buscando compreender mais , ter mais paciência e tolerância,mudar a cada dia, um pouquinho que seja, o nosso olhar para as coisas do mundo , pois Jesus nunca disse que seria fácil , mais foi muito claro quando dizia que ele era o caminho …
Diana Aguiar


