O Levantamento de Índice Rápido da Dengue (Lira), realizado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) entre os dias 21 a 24/10, identificou que o município de Ponte Nova está em situação de médio risco com relação à transmissão da doença causada pelo mosquito aedes aegypti. Ponte Nova apresentou índice de 1,4%. O Ministério da Saúde classifica três categorias: até 1% o nível é satisfatório, de 1% a 3,9% a situação é de alerta, superior a 4% há risco de surto de dengue.
A coleta de dados ocorreu em 1.410 imóveis e foi realizada por 26 agentes de saúde nos bairros Rasa, Primeiro de Maio, Santo Antônio, Pachequinho, Triângulo, Triângulo Novo e Palmeirense. O Lira é um método nacional de amostragem realizado todos os anos antes do início do verão, período de maior transmissão da dengue.
De acordo com o coordenador de Zoonose de Ponte Nova, Reinaldo Fabri, foram detectados focos de dengue em 20 imóveis, sendo 5 no bairro Rasa, 4 no Primeiro de Maio, 4 no bairro Santo Antônio, 2 no Pachequinho, 3 no Triângulo Novo, 1 no Palmeirense e 1 no Triângulo.
“Esse focos foram encontrados em caixas de água, lixos domésticos, material de construção jogado em quintais e bebedouro de animais”, destacou Reinaldo. O coordenador ressaltou que todos os focos encontrados foram eliminados durante as vistorias e os dados encaminhados para o comitê da dengue.
Ainda de acordo com a Semsa, 40% dos focos de dengue são encontrados em lixos domésticos e outros 40% em caixas de água destampadas e tambores. Vasos de planta representam 10% e os outros 10% são encontrados em lixos descartados em terrenos baldios.
A Secretaria de Saúde reforça que a equipe de Zoonose promove ações rotineiras de combate ao mosquito durante todo o ano e, neste período que antecipa o verão, houve contratação de mais 15 agentes de saúde para atuarem na Frente de Limpeza de combate à dengue.
Agentes de saúde são orientados a colocarem capas em caixas de água destampadas durante vistorias nos imóveis. Dados da Semsa revelam que há no município aproximadamente 5 mil imóveis com caixas de água destampadas, o que facilita a proliferação do mosquito.
O coordenador reforça que é importante que os moradores continuem colaborando e eliminando criadouros do mosquito (objetos que acumulam água parada, como garrafas, vasos ou pneus dentro de casa ou nos quintais). Caixas de água devem ser bem tampadas sempre e os pratos dos vasos de planta preenchidos com areia para não acumularem água.


