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Presidente do Sindserp participa da Tribuna Livre

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais e Autarquias de Ponte Nova (Sindserp), Geraldo Jannus, retornou à Tribuna Livre da reunião de 16 de junho para abordar a situação do servidor municipal diante do “reajuste zero” e as paralisações de advertência. Ele esteve acompanhado do advogado do Sindicato, Marconi Cunha. “Vamos tomar todos os cuidados necessários para cumprir a Legislação e causar o menos impacto possível na vida da sociedade”, alertou Jannus para a paralisação que deverá ocorrer na próxima terça-feira (21).

Em março, Geraldo participou da Tribuna e questionou que a administração municipal deveria ter previsto a queda de arrecadação para 2016. Ele explicou que o Sindicato apresentou, em janeiro, reivindicação de 10,67% a título de reposição da inflação de 2015 e mais 10% de “ganho real” e que foi surpreendido com o reajuste “zero”.

Ainda em março, os secretários de Gestão e Recursos Humanos, Claudia Lima de Paula, e de Fazenda, André Luís Nunes Santos, também participaram da Tribuna Livre e explicaram os cálculos que mantiveram o reajuste salarial “zero” à maioria dos servidores municipais em 2016. Na ocasião, eles destacaram a necessidade de uma nova reunião com o Sindicato para se chegar a um acordo. Mas, segundo Jannus, para a decepção dos servidores, a reunião serviu apenas para que a Prefeitura Municipal reafirmasse a proposta de reajuste zero.

Os secretários também explicaram a concessão percentual de 11,57% para atualização dos vencimentos no nível do salário mínimo, atendendo apenas 1/3 dos seus 2.300 servidores, o equivalente a 30%. Com relação a esta questão, o presidente do Sindserp salientou o que vem ocorrendo com os servidores do Departamento de Água, Esgoto e Saneamento (DMAES) que recebem o salário mínimo. De acordo com ele, foi feita uma denúncia à Mesa de Negociação Permanente já que, no contracheque dos servidores da autarquia, que recebem o mínimo, não vem abono ou complemento, tornando o salário menor que o mínimo, o que não é permitido por Lei. “Denunciamos isso (…). Pensávamos que alguma providência poderia ser tomada e nada foi feito até agora. Estamos reunindo estes contracheques para entregá-los à Promotoria de Justiça”, explicou Jannus solicitando aos vereadores que também fiscalize esta situação.

O presidente do Sindserp destacou ainda que o não reajuste salarial forçou muitos servidores a saírem do Plano Família, um dos maiores convênios do Sindicato. Extinto em 2015, os usuários tiveram um período para fazer a portabilidade para outro Plano. “A maioria dos servidores não têm condição de migrar para o novo Plano e vão ficar à mercê do que vai acontecer pela frente”, lamentou Jannus.

Após a explanação de Jannus, os vereadores fizeram suas manifestações em apoio ao Sindserp e ressaltaram as palavras do presidente do Sindicato quando disse que a Administração Municipal deveria ter se prevenido para o momento de crise que não é caso isolado de Ponte Nova. Os vereadores também citaram o compromisso e a preocupação do Poder Legislativo com os recursos do município.

 

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