Quase 10 meses depois, integrantes do Projeto Rio Piranga, que é patrocinado pelo Programa Petrobras Socioambiental, realizaram na manhã de terça-feira, dia 05 de maio de 2015, a colheita de araruta que foi plantada na horta do Complexo Penitenciário, que tem como coordenador o Agente Penitenciário e Gestor Ambiental Euler Antônio Gomes dos Santos, supervisionado pelo Diretor de Atendimento e Ressocialização Magno Antônio de Souza Magalhães. As 100 (cem) mudas plantadas no dia 14 de julho de 2014 foram doadas pela produtora rural Sebastiana/Tânia Juliana da Costa, moradora da localidade denominada Ribeirão, após solicitação do Secretário Geral da ONG Puro Verde, Ricardo Motta.
O cultivo da araruta (que rendeu duas caixas), numa área de experimento do Complexo Penitenciário (que está produzindo tomate-de-árvore, também conhecido como tamarillo, e bucha de metro) foi uma das ações extras do Projeto Rio Piranga, com a finalidade de resgatar/reabilitar o cultivo da (*) araruta, planta que corre o risco de extinção em nossa região. Poucas localidades rurais produzam o tubérculo, muito usado para fazer mingaus, bolos e biscoitos. O polvilho é de uma pureza ímpar. A araruta é rica em nutrientes e não contem glúten. As mudas colhidas serão distribuídas na tenda ONG Puro Verde, no próximo sábado, no jardim de Palmeiras, durante a realização do Dia da Cidadania (Promoção da Defensoria Pública em parceria com o Rotary Club)
A colheita da araruta contou com as presenças do Secretário Geral da ONG Puro Verde, Ricardo Motta; do coordenador administrativo do Projeto Rio Piranga, Henrique Delvaux; dos agentes penitenciários Euler e Rodrigo e mais três Reeducandos (presos) do complexo Penitenciário do Passa-Cinco, além de Sebastiana/Tânia Juliana da Costa. Todo o trabalho foi objeto de reportagem da TV Educar, que levou ao local a jornalista Clarissa Guimarães e cinegrafista Alcivan William.
(*) A araruta encontra-se em processo de extinção devido ao fato de a indústria alimentícia ter substituído o polvilho de araruta pelo de mandioca ou pela farinha de trigo ou milho, prejudicando, assim, o cultivo daquela planta. A EMBRAPA/Empresa Brasileira de Pesquisa AgropecuáriaAgrobiologia tem feito um trabalho de resgate da araruta em sua Fazendinha Agroecológica Km 47, localizada na cidade de Seropédica no Rio de Janeiro, onde as variedades são cultivadas organicamente.


