Os quatro médicos estrangeiros destinados a atendimento em cidades mineiras desembarcaram nesta sexta-feira (23) no Aeroporto Internacional Tancredo Neves em Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Eles serão recebidos pelo Ministério da Saúde e até esse domingo (25), outros médicos devem desembarcar. Os profissionais que já estão em terras mineiras são Artur Cardoso da Silva, Carlúcio Avelino de Souza, Maria José Luis Mendes Cardoso da Silva e Sidney Tomás.
Eles são de Portugal, das cidades de Lisboa e Porto, e desembarcaram às 15h10.
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Posicionamento do Conselho
Para o presidente do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais, João batista Gomes Soares, a chegada de médicos estrangeiros não ameaça o emprego dos médicos do país, mas diz que, o problema pode não ser resolvido, já que além da falta de profissionais no interior do Estado, há ainda a falta de estrutura, de medicamentos e de estrutura.
“Além disso, nas periferias das grandes cidades, há ainda outro problema que impede os profissionais de trabalharem: a falta de segurança. Principalmente porque, atualmente, 70% dos médicos que se formam são mulheres”, disse.
O presidente do Conselho informou também que não há nenhum obstáculo para a entidade com a chegada destes médicos, desde que eles cumpram os requisitos legais para exercer a profissão no país. “Se esses médicos que chegaram nesta sexta-feira tiverem a documentação que os habilite a trabalhar no Brasil conforme as normas do Conselho, não há problema algum. Eles têm que procurar a entidade para fazerem o registro, é o que manda a lei”, analisa.
“O que nós somos contra é a contratação de profissionais sob medidas provisórias”, disse ainda. Para ele, a baixa aderência de médicos do país ao programa que visa implantar atendimento médico em cidades do interior do Estado, se deve à falta de estrutura nessas cidades.
Soares também diz que a vinda dos estrangeiros não ameaça os empregos dos profissionais brasileiros: “não é este o problema. O índice de desemprego de medicina no país é de menos de 1%”.
Atualizada às 16h54.
O Tempo
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