A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), por meio do setor de Vigilância em Saúde, enumera as ações que têm sido executadas no município de Ponte Nova para combate ao mosquito Aedes aegypti. A primeira delas está relacionada às inspeções de campo, iniciativas que subsidiam a avaliação e o gerenciamento de cenários que favorecem criadouros dos mosquitos vetores da dengue, não se limitando aos lotes residenciais, mas abrangendo o comércio, as indústrias, os prédios institucionais e outras atividades geradoras de risco.
Os pontos estratégicos (borracharias, ferros-velhos, rodoviárias, logradouros públicos, cemitérios, locais com fins de lazer ou religiosos, piscinas de uso público, dentre outros) e os imóveis especiais (escolas, presídios, clubes, hospitais, asilo etc), assim como todos os locais onde há acúmulo de água, podem e são tratados com larvicidas, intervenções realizadas pelos agentes de endemias. “Em locais onde o trabalho é prejudicado, como imóveis fechados, abandonados ou com acesso não permitido pelo proprietário, e com riscos concretos de transmissão da dengue, chikungunya e Zika, é possível solicitar autorização judicial para acesso”, informa o coordenador da Vigilância em Saúde, Marcelo de Paula Lima.
Outro braço de atuação é a Equipe de Enfrentamento à Dengue, preenchida por 15 auxiliares de serviços gerais contratados via processo seletivo realizado em outubro de 2015. A equipe tem como principais funções exercer atividades de limpeza e/ou arrumação em dependências públicas; proceder a remoção de objetos como pneus, plásticos e outros que facilitam a acúmulo de água; efetuar serviços de capina e roçado; varrer, lavar e remover lixo de lotes, residências e outros; fazer a limpeza de bueiros e ribeirões; e trabalhar na organização/limpeza de depósitos de lixo e outros detritos. Até o momento, foram recolhidos 2.576 sacos com lixo, 105 pneus e eliminados 440 focos do mosquito por meio do trabalho do grupo.
Mais uma ação relacionada ao combate à dengue é a criação, em janeiro de 2016, do Comitê Municipal de Enfrentamento da Dengue. O Comitê tem como finalidade formar uma equipe intersetorial e um espaço comunicativo para traçar ações de mobilização social visando o combate da dengue e discutir os resultados dos trabalhos realizados, por meio de encontros mensais. A coordenação é feita pela Vigilância em Saúde da Semsa e tem participação dos seguintes integrantes: Defesa Civil, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Assessoria de Comunicação da Prefeitura, Secretarias Municipais de Educação e Meio Ambiente, Superintendências Regionais de Ensino e de Saúde, e Vigilância Sanitária e Epidemiológica da Semsa.
Controle
São três os principais tipos de controle do vetor Aedes aegypti – mecânico, biológico e químico. Segundo Marcelo de Paula, a fase de mais fácil controle é a aquática, quando as larvas e pupas do mosquito estão restritas a recipientes confinados. Isso se dá antes da forma de mosquito alado e o controle é realizado pelos agentes de endemias com a visita aos imóveis onde é realizado o tratamento químico. E esse tratamento focal foi intensificado nos primeiros meses deste ano.
“Quando falamos em controle químico, relacionado ao uso de inseticidas, a primeira coisa que vem à cabeça é o fumacê. No entanto, destaco dois fatores importantes sobre o assunto: o primeiro é que devemos entender o uso de inseticida como medida complementar de controle do vetor da dengue; e o segundo, que o fumacê é o controle de mosquitos adultos, ou seja, devemos usar o fumacê somente quando o controle químico na fase aquática não estiver sendo eficiente”, disse, acrescentando que o mais importante é eliminar os possíveis recipientes que podem funcionar como focos de reprodução do mosquito.
Notificações
Visando reduzir a letalidade da dengue, o Município notifica e investiga os casos graves e óbitos, se for o caso, promove condições básicas nas Unidades Básicas de Saúde e unidades hospitalares para pacientes e apresenta um Plano de Contingência de acordo com as particularidades do município. É realizada, também, a busca ativa dos casos suspeitos para ser feito o bloqueio mecânico do possível foco no endereço do paciente. Essa ação acontece em parceria com laboratórios privados, quando estes encaminham dados de pacientes com resultado positivo, evitando que o Município fique sub-notificado em relação aos casos suspeitos.
Já como ação de mobilização, a Equipe de Endemias, através de seus agentes, realiza palestras nas escolas municipais e estaduais do município, com o objetivo de instruir crianças e adolescentes quanto à prevenção das doenças. Estão sendo oficializadas, ainda, parcerias com a população para a mobilização de ruas específicas de alguns bairros a fim de retirar recipientes que possam funcionar como foco do mosquito.
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