Não fiz da minha existência um amontoado de medos e distâncias. Saí de casa aos 14 anos e nunca mais voltei. Resisti a diversos antagonismos e sobrevivi dignamente. Busquei à minha volta os escolhidos para uma missão rara: defender o meio ambiente com unhas, dentes e ações concretas. A minha história não foi escrita só com suor e lágrimas, mas com milhares de árvores plantadas em Ponte Nova e em toda a região. Vivi a utopia para aplacar a ira dos gananciosos, invejosos e preconceituosos.
Combati o bom combate contra o fantasma das hidrelétricas em Ponte Nova, em memoráveis audiências públicas no CSDH, Salão Nobre do Pontenovense, Igreja do Pontal, Igreja do Chopotó, Centro Comunitário de Santa Cruz do Escalvado, Salão Multiuso de Rio Doce, Salão Paroquial de Guaraciaba, Câmara Municipal de Vereadores de Ponte Nova e um sem número de pequenas reuniões nas comunidades atingidas por barragens. Sobre este combate a Câmara Municipal foi fundamental.
Inspirei-me em Che Guevara para “endurecer sem perder a ternura jamais”. Tenho fé em Jesus Cristo, o maior revolucionário de todos os homens. Tenho como ídolo eterno Francisco de Assis, o cara que falava a língua dos bichos e da natureza em geral. Estes me dão força para todo o sempre, me instigando contra os covardes que usam outras pessoas para atacar-me e atacar as instituições que represento com a legitimidade do voto. Vivi a utopia da defesa ambiental, da cultura, do sindicalismo, do social. Vivo a alegria e o bom humor de tratar a todos com igualdade.
Nesta semana do meio ambiente, posso continuar tendo insônia, mas não deixarei de levantar cedo para tentar convencer mais um fazendeiro, um sitiante, ou um posseiro, para deixar que sejam plantadas árvores nas margens do rio Piranga e/ou proteger nascentes. Nesta semana que antecede à do meio ambiente, vou continuar vivendo a utopia de um mundo mais equilibrado.
A nossa cidade precisa de gerir melhor os seus bens naturais, com ações concretas. Sempre estive à disposição de todos e não busquei para mim a glória das atitudes, sempre trabalhei em grupo e com a heterogeneidade de pensamentos. Foi assim que fundamos o Codema em 09 de setembro de 1981. Foi assim que conseguimos regularizar o Parque Natural Municipal Tancredo Neves (2008). Foi assim que conseguimos criar leis que protegem o rio Piranga (2008); foi assim que criamos a APAN, que lutou para transformar o Passa-Cinco em Parque (1977/1982). Foi assim que criamos a ONG Puro Verde para defender o Piranga, com projetos sólidos e sociais: Projeto Rio Piranga e Reciclando o Lixo Tecnológico/Eletrônico.
Muito há que se fazer. Precisamos tratar o esgoto de Ponte Nova, por hora uma utopia sepultada, mas renascerá das cinzas como Fênix. Precisamos emplacar o Código de Meio Ambiente, retirado de pauta da Câmara Municipal, por despeito e ignorância. Precisamos levar segurança para o Parque Natural Municipal Tancredo Neves. Reflorestar encostas, plantar em topos de morros e arborizar melhor nossas praças e avenidas. Tem coisa boa nesta área: a poda de árvores em Ponte Nova é outra coisa: bem feita, com respeito às arvores, sem mutilações.
Mais do que isto, o Codema e a ONG Puro Verde, em parceria com o DMAES e a SEMAM construirão um projeto, desde já denominado “Programa de Águas Rurais do Futuro”, para evitar o colapso dos recursos hídricos. Nós, os urbanóides, não queremos enxergar o problema da água no meio rural. As nascentes estão secando e não é só por falta de chuva. Estas nascentes estão morrendo porque os homens que vivem no campo não recebem orientação adequada. São abandonados à própria sorte. Vamos reverter este quadro!
Espero que nesta semana do meio ambiente todos voltem os seus olhares para a utopia e para o romantismo daqueles que buscam sanar problemas com atitudes e ações verdadeiras, principalmente quando pensam de forma global e agem na sua localidade. Por aqui existem muitas dessas pessoas, desde o pioneiro Hélcio Totino.
Termino parodiando Martin Luther King: “I have a dream.”
CORRIGINDO INJUSTIÇAS COMETIDAS EM MEU ARTIGO SOBRE A ETE
No dia 18 de maio de 2014, escrevi um artigo e o publiquei no Facebook. Ele teve grande repercussão, sendo transcrito na íntegra pelo Líder Noticias e no site Unidade Noticias (internet). O mesmo artigo serviu de base para noticias sobre a ETE no Jornal Folha de Ponte Nova. É justamente sobre isso que aproveito para corrigir injustiça praticada no texto. Preciso explicar que no Governo de Dr. Taquinho Linhares foi concluído o Plano Diretor de Esgotos e os estudos para a implantação da ETE.
Foi no Governo de Dr. Taquinho Linhares que foram construídos interceptores de esgoto no Córrego do Passa-Cinco, desde o Campinho ligando todos os esgotos dos bairros de Fátima e São Pedro Rua. Ainda no governo de Dr. Taquinho Linhares os esgotos dos bairros Pacheco, Pachequinho, Esplanada, Vale Suíço e São Geraldo não são jogados nos ribeirões que passam nos bairros Vale Suíço, Pacheco e Pachequinho.
Ainda no texto eu escrevi que nos “Programas de Governo” dos últimos candidatos a Prefeito aparecia como compromisso o tratamento de esgoto. Afirmei que era “para enganar eleitor”. Errei. Não acho que os candidatos queriam enganar os eleitores, mas sim convencê-los de tão importante benefício.


