Foco na qualidade do produto. Este foi o principal ponto colocado pelos palestrantes durante do III Seminário Regional de Cachaça Artesanal do Vale do Piranga, ocorrido no último dia 4 de novembro, na sede social do Pontenovense Futebol Clube. O auditório ficou lotado. Vários expositores e produtores de cachaça artesanal trouxeram os produtos para exposição e degustação.
“A AMAPI, há 12 anos, trabalha para a valorização do produtor de cachaça artesanal. Sempre buscamos alternativas para que a produção seja valorizada, com qualidade e reconhecimento”, destacou o secretário executivo da Associação, José Adalberto de Rezende, que também foi um dos palestrantes. O presidente da Associação, José Calixto Milagres, destacou a importância da cachaça como fonte de renda de centenas de produtores da região. “O nosso objetivo aqui é discutir políticas e ações que façam com que a região seja um pólo de produção de cachaça de qualidade, com tecnologia, capacitação e desenvolvimento. E isso é perfeitamente possível.”, disse o Guto Malta/Prefeito e 1º vice-presidente da AMAPAI.
“O processo de degustação da cachaça e a análise sensorial, antes dela chegar para o consumidor final, são dois fatores primordiais que garantem a qualidade do produto”. A afirmativa é da professora e palestrantes, Daniela Caetano Cardoso/Universidade Federal do Norte de Minas/Campos Salinas. “O primeiro passo para se ter uma cachaça de excelência é ter identidade. Temos que produzir para os consumidores”, destacou a consultora em produção de cachaça, Ana Marta Sátyro.
Parceiros
O evento foi realizado pela AMAPI, prefeitura de Ponte Nova, Sebrae e Emater, e contou com a parceria da Cerveja Artesanal Ponte Nova, Assuvap, Coosuiponte, Navelli Fiat, Ciacarna, Andrade Alimentos, Pontenovense Futebol Clube, ACIP/CDL e Sindcomércio.
Números da cachaça no Brasil
Segundo informações da Agência Embrapa de Informação Tecnológica, a aguardente de cana é a terceira bebida destilada mais consumida no mundo e a primeira no Brasil. Segundo o Programa Brasileiro de Desenvolvimento da Aguardente de Cana, Caninha ou Cachaça (PBDAC), a produção é em torno de 1,3 bilhão de litros por ano, sendo que cerca de 75% desse total é proveniente da fabricação industrial e 25%, da forma artesanal.
O Brasil consome quase toda a produção de cachaça; por volta de 1% a 2 %, apenas, é exportado (2,5 milhões de litros). Os principais países compradores são: Alemanha, Paraguai, Itália, Uruguai e Portugal.
Clarissa Guimarães
Assessora de Comunicação da AMAPI
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