O Departamento de Atenção Primária à Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde de Ponte Nova, realizou, na manhã de quinta-feira (14/05), no auditório do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, o Seminário de Saúde Mental nas Escolas com a proposta de debater a educação inclusiva de alunos com necessidades educacionais especiais. O prefeito Guto Malta fez o pronunciamento final de abertura e discursou para os vários profissionais da saúde e da educação presentes no seminário.
Guto falou da educação inclusiva como uma temática que precisa ser constantemente discutida. “É muito fácil e bonito falarmos de políticas de inclusão, mas os desafios para efetivarmos essas ações são grandes. Eventos como estes mostram que estamos no caminho certo. Somente com olhar diferenciado e acolhedor é que iremos fazer a diferença”, frisou o prefeito.
Além do chefe do Executivo, participaram da mesa de abertura os secretários municipais de Saúde e Educação, Geraldo César Bastos Destro e Vanice Giardini Guimarães Lourenço, a representante da superintendência regional de Ensino de Ponte Nova, Rosane Nami dos Reis, e o vereador Anísio Filho.
Autoridades presentes à mesa de abertura do seminário
A primeira palestra do seminário ficou a cargo do psicólogo do Caps, Marco Túlio Grijó, especialista em saúde mental. Ele iniciou os trabalhos abordando o tema “Transtornos mentais na infância e adolescência” apontando os vários fatores que contribuem para o desenvolvimento desse problema de saúde mental. Marco Túlio falou dos fatores genéticos, ambientais, sociais e sobre os efeitos que esses transtornos podem causar na vida do indivíduo, por isso, ele destacou o papel fundamental dos profissionais da educação em saber tratar e lidar com alunos que apresentam os mais variados tipos de transtornos mentais.
“O comportamento de uma criança ou adolescente que apresenta esse tipo de transtorno pode variar desde um mal rendimento escolar até mesmo chegar ao suicídio”, destacou Grijó ao informar que casos de suicídio são mais frequentes do que as pessoas possam imaginar.
O psicólogo Marco Túlio falou sobre transtornos mentais na infância e adolescência e da relação desses alunos com profissionais da educação
A segunda palestra foi preferida pela especialista em educação especial e supervisora do Centro de Atendimento Educacional Especializado (CAEDES), Andréa Leite, que abordou a temática “Diálogos Inclusivos: interfaces para a diversidade”, ressaltando a necessidade de um novo olhar para a educação inclusiva no contexto da diversidade. Segundo Andréa, o seminário serviu para que ela pudesse promover uma reflexão sobre as ações pertinentes a cada especificidade apresentada pelos indivíduos com necessidade de atenção especial.
“Em se tratando de inclusão, chegou a hora de deixarmos os modelos segregadores e incluirmos, de fato, no meio social, as pessoas que sofrem com qualquer tipo de transtorno”. Ela ainda falou um pouco do trabalho realizado no Caedes, instituição que atende alunos de escolas da rede municipal que não possuem a Sala de Atendimento Especializado (SAE). Geralmente são alunos com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e distúrbios de aprendizagem que são auxiliados no desenvolvimento de capacidades linguísticas, emocionais e sociais, dentro da perspectiva da educação inclusiva. “Fazemos intervenções que levam ao encontro todas as dimensões desses alunos proporcionando o desenvolvimento dentro do espaço regular”, finalizou a especialista.
Andréa falou sobre a necessidade de um novo olhar para a educação inclusiva
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