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Semsa alerta para casos de Influenza no município

Casos de Influenza inspiram cuidados em Minas Gerais, de acordo com a Secretaria Estado e Saúde (SES). De acordo com os dados apresentados na última sexta-feira (20), o estado registrou, desde o início do ano, 364 casos e 81 mortes causadas pela doença, que inclui vários tipos de vírus, como é o caso do H1N1.

No município de Ponte Nova, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) dá sequência aos trabalhos de vigilância contra as modalidades desse vírus e informa que até o momento foram registrados dois casos de infecção, conforme a nota técnica assinada pelo secretário da pasta, Ivan José da Silva.

Outras ações para evitar o avanço da Influenza, como a distribuição de medicamentos (mediante prescrição médica) e vacinação de grupos de risco estão sendo realizadas. Por esse motivo, a secretaria disponibiliza formulário para o preenchimento médico com o intuito de organizar a distribuição do antiviral oseltamivir.

A orientação é que o médico seja procurado em caso de suspeita de contágio para que o tratamento seja adequado à necessidade do paciente, segundo o farmacêutico da Semsa, Marcos Luiz de Carvalho.

“O ideal é que os medicamentos sejam aplicados até quarenta e oito horas após o aparecimento dos primeiros sintomas. Não se pode ficar dentro de casa hospedando o vírus pois o caso pode evoluir”, afirmou.

Para a coordenadora do setor de epidemiologia da Semsa, Dádiva Rodrigues, a prevenção é a principal medida de combate às viroses, especialmente àquelas cuja transmissão ocorre através do ar.

“É aquela gripe que todo mundo pensa que é comum por conta dos sintomas. Porém, é necessário cuidado em função do vírus, que pode ser mais grave, como é o caso do H1N1”, destacou.

De acordo com a Semsa, fazem parte do grupo de risco crianças de seis meses a dois anos de idade, gestantes, puérperas (mulheres que realizaram parto em até 45 dias), profissionais da área de saúde e idosos. Aqueles que fazem parte desse grupo e ainda não se vacinaram devem procurar os Postos de Saúde da Família dos bairros São Pedro, Triângulo, Santo Antônio e PAM Esplanada.

Sintomas

Os sintomas da Influenza são semelhantes aos causados pelos vírus de outras gripes. No entanto, requer cuidados especiais à pessoa que apresentar febre alta, acima de 38º, 39º, de início repentino, dor muscular, de cabeça, de garganta e nas articulações, irritação nos olhos, tosse, coriza, cansaço e inapetência. Em alguns casos, também podem ocorrer vômitos e diarreia.

 

Principais cuidados

 

  • Lavar frequentemente as mãos com bastante água e sabão ou desinfetá-las com produtos à base de álcool;
  • Jogar fora os lenços descartáveis usados para cobrir a boca e o nariz, ao tossir ou espirrar;
  • Evitar aglomerações e o contato com pessoas doentes;
  • Não levar as mãos aos olhos, boca ou nariz depois de ter tocado em objetos de uso coletivo;
  • Não compartilhar copos, talheres ou objetos de uso pessoal;
  • Procurar assistência médica se surgirem sintomas que possam ser confundidos com os da infecção pelo vírus da Influenza.

 

Vacina

 

A vacina contra a Influenza é feita com o vírus (H1N1) da doença inativo e fracionado. Os efeitos colaterais são insignificantes se comparados com os benefícios quepode trazer na prevenção de uma doença sujeita a complicações graves em muitos casos.

 

Existe ainda uma vacina com ação trivalente, pois imuniza contra o H1N1e o H3N2 da Influenza A e contra o da Influenza B.

 

É bom lembrar que a vacina contra gripe sazonal que está sendo distribuída atualmente no Brasil foi preparada a partir de uma seleção de subtipos de vírus que representavam ameaça antes de aparecer o H1N1, uma variante nova de vírus Influenza tipo A.

 

Tratamento

 

É de extrema importância evitar a automedicação. O uso dos remédios sem orientação médica pode facilitar o aparecimento de cepas resistentes à medicação Os princípios ativos fosfato de oseltamivir e zanamivir, presentes em alguns antigripais (Tamiflu e Relenza) e já utilizados no tratamento da gripe aviária, têm-se mostrado eficazes contra o vírus H1N1, especialmente se ministrados nas primeiras 48 horas, que se seguem ao aparecimento dos sintomas.

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