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TRANSFORMAÇÃO DAS ÁREAS VERDES EM POMARES COLETIVOS URBANOS

 TRANSFORMAÇÃO DAS ÁREAS VERDES EM POMARES COLETIVOS

                                                                                              (*) Ricardo Motta

Ponte Nova tem dezenas de hectares de terras públicas, as chamadas de áreas verdes no perímetro urbano. Estas terras são cedidas ao poder público quando da implantação de loteamentos. Hoje, estes locais, estão tomados por mato, servindo de abrigo de animais peçonhentos, recepção de lixo da construção civil e de lixo doméstico, com grande chance de virar vetor de doenças como Dengue, Zica Vírus e Chikungunha.  As áreas verdes podem e devem ser utilizadas para melhora da qualidade ambiental e plantio de espécies frutíferas, com isto atraindo animais silvestres e pássaros. A proposta é que a população participe de todo o processo de planejamento e gestão.

Ao envolver a população na decisão de uso dos terrenos, teremos uma área pública melhor utilizada e adequada às demandas do local. Primeiramente, o Vereador e Secretário Geral do Codema, José Osório, entrará com indicação protocolada, solicitando ao Poder Público Municipal que faça um levantamento de todas estas áreas verdes, trabalho fácil de realizar, uma vez que elas já estão arquivadas na Prefeitura Municipal, inclusive com mapas técnicos topográficos (planimétricos e planialtimétricos).

Com esta documentação, sob a coordenação da Semam, após aprovação no Codema e com apoio operacional da SEMASH/Secretaria Municipal de Assistência Social e Habitação e do DMAES/Departamento Municipal de Água, Esgoto e Saneamento, seriam criados os POMARES COLETIVOS URBANOS. Os plantios podem ser organizados em mutirões, nos quais a Prefeitura Municipal oferece as mudas, profissionais habilitados do Codema darão a orientação técnica e a sociedade se mobiliza. Após o plantio, a assistência continuará, com os moradores promovendo os tratos culturais: combate à formiga, coroamento das espécies e irrigação, com pena d’água cedida pelo DMAES.

Espaços urbanos destinados à gestão coletiva podem melhorar a qualidade ambiental urbana, promover e fortalecer vínculos afetivos com a cidade e seus moradores/vizinhos e resgatar o prazer do contato com elementos naturais, além de criar corredores ecológicos para os pequenos animais. As frutas servem, também, para alimentação humana. Diversas espécies produzem em até 03 (três) anos e assim teremos mais árvores com capacidade de fotossíntese, ajudando no combate ao aquecimento local. Mais oxigênio no ar e menos gás carbônico.

O outro objetivo do plantio das espécies frutíferas é proporcionar a sua proliferação em diversas áreas, onde não existem árvores. Este trabalho será realizado pelos animais e pássaros, que se transformarão em semeadores. Um dos grandes semeadores, responsáveis pelo aumento das florestas, são os morcegos frugívoros que existem em grande número nas áreas periféricas urbanas

         Espécies frutíferas selecionadas para implantação dos POMARES URBANOS

Caquizeiro (caqui), abiuzeiro (abiu), jamelão (jamelão), amoreira (amora), noni (noni), annona squamosa ou ateira (conde ou fruta-do-conde), goiabeira (goiaba), aceroleira (acerola), pitangueira (pitanga), jambeiro-amarelo (jambo), pitombeira (pitomba), cajuzeiro (caju), jabuticabeira (jabuticaba), jambeiro-vernelho (eugênia ou jambo-vermelho) e lecheira (lichia.

          (*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta. Presidente do Codema de Ponte Nova e Ambientalista desde 1977.

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