A reciclagem do vidro é de extrema importância para o meio ambiente e foi este o assunto que o engenheiro de produção Iran Lisboa Ribeiro Antônio trouxe para Tribuna Livre da reunião de 14 de dezembro. Ele chamou a atenção do Poder Público para parceria em prol da continuação dos trabalhos em Ponte Nova e disse que, inclusive já apresentou propostas à Prefeitura para coleta seletiva no município e aguarda respostas para viabilização das mesmas.
“Atualmente, Ponte Nova gera 40 mil quilos de resíduos por dia, sendo que 9% são vidros, ou seja, Ponte Nova gera em torno de 108 toneladas de vidros por mês, sem dar destinação correta desse resíduo”, explicou Iran, ressaltando que a reciclagem de vidro gera renda para milhares de pessoas que atuam, principalmente, em cooperativas de catadores e recicladores de vidro e outros materiais reciclados.
Representando a empresa Reciclar Soluções em Resíduos, situada na cidade de João Monlevade (MG), Iran destaca que a empresa cria a associação de catador com recurso que a Prefeitura disponibiliza para o aterramento do material e é dada uma assessoria técnica com uma equipe de engenheiros, com todas as ferramentas adaptadas à realidade dos catadores.
Além de experiências em 16 cidades mineiras, Iran destacou atuações em Ponte Nova. “De março até novembro, já consegui descartar corretamente em Ponte Nova, sem uma divulgação ideal, cerca de 90 mil quilos de vidro e destinado corretamente para indústria”, disse o engenheiro de produção que, somente este ano, adquiriu cerca de 30 mil quilos na Vidraçaria Vipal.
Iran Lisboa explicou que existem empresas que já trabalham com reciclagem em Ponte Nova há mais de 30 anos e, nenhuma delas, com vidro porque o descarte correto tem valor pequeno e são comprados apenas por indústrias fora do Estado.
Após sua explanação, os vereadores falaram da importância do projeto para o município e ressaltaram sérios problemas com o lixão de Ponte Nova, a falta de coleta seletiva, a necessidade de apoio do Executivo, como é feito o recolhimento dos vidros, os riscos do descarte irregular de vidros para os garis e a possibilidade de gerar empregos.
O presidente da Mesa Diretora, Leo Moreira (PSB), dispôs-se a viabilizar uma conversa entre Iran Lisboa e a Associação Comercial já que os grandes geradores das indústrias em Ponte Nova não têm o que fazer com este material. “Isto tem um alcance social e ambiental muito grande porque constantemente os varredores cortam a mãos com vidros, além da proliferação do mosquito da dengue em garrafas jogadas em quintais”, ressaltou Leo.
Representando o Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico, o vereador Leo disse que o projeto de Iran foi discutido na última reunião e que foram feitos alguns questionamentos. O mesmo retornará à pauta da reunião de 21 de janeiro de 2018. “É uma reunião pública e você deve ir defender seu projeto, inclusive apresentar um plano de negócio à Prefeitura para deixar claro quais são as contrapartidas”, explicou Leo.
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