O Plano Família voltou a ser assunto na Palavra Livre com o vereador Leo Moreira (PSB) na sessão plenária de 29 de fevereiro. Ele ressaltou que tem sido procurado pelos beneficiários e que sua orientação é que os mesmos registrem suas reclamações no PROCON de Ponte Nova. “A coordenação do PROCON tem encaminhado todas as reclamações ao Ministério Público que também está investigando o que aconteceu com o Plano Família”.
Leo citou as recentes entrevistas à imprensa local do diretor administrativo do Hospital de Nossa Senhora das Dores, Cristian Tassi, e do provedor, Francisco Rodrigues da Cunha, sobre o fim do Plano Família. “As pessoas estão frustradas porque não foi apresentada uma solução condizente com o problema. Dizer simplesmente que 50% dos beneficiários vão para outro plano e 50% para o SUS demonstra a falta de sensibilidade e cuidado com quem pagou por ele há vários anos”, criticou Leo, salientando que são cerca de oito mil beneficiários de Ponte Nova e região que foram afetados.
O vereador ressaltou que a Câmara de Ponte Nova não está inerte perante a situação e solicitou o encaminhamento de ofício ao responsável pela publicação da Portaria da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que excluiu o Plano Família dos planos credenciados junto ao Ministério da Saúde (MS) questionando quais foram as anormalidades econômicas-financeiras-administrativas encontradas no Plano Família para chegar a tal decisão.
Toni do Badalo (PDT) parabenizou Leo pela iniciativa e disse aguardar a resposta da ANS para que as providências sejam tomadas. Antônio Carlos Pracatá (PSD) comentou a entrevista do provedor do Hospital na qual ele responde diretamente a Leo sobre a portabilidade do Plano. O vereador retrucou, dizendo que ele aponta as necessidades da população e não questões pessoais e que, por isso, aguarda a resposta oficial da ANS.
José Mauro Raimundi (PP) também aconselhou os beneficiários a procurarem o PROCON. “As pessoas não podem ser prejudicadas (…). Sem contar que a situação poderá trazer uma consequência muito grande ao Sistema de Saúde Pública”.


