O primeiro a falar do tema na Palavra Livre foi o vereador Hermano (PT). Ele fez questão de levar para a Tribuna o seu repúdio contra o leilão da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). “Caso isso se concretize, além da péssima qualidade do serviço prestado, vamos ter que reclamar também do valor da conta de luz”, enfatizou Hermano.
A venda, articulada pelo governo federal, está marcada para o dia 27 de setembro e atingirá as hidrelétricas de São Simão, Jaguara, Miranda e Volta Grande, que, juntas, correspondem a quase 50% da energia gerada pela estatal mineira. Com a transação concretizada, os grupos que adquirirem o controle das usinas poderão explorá-las por um prazo de 30 anos.
“A Cemig apresentou uma contraproposta para o governo federal, mas ele ignora. Ele quer simplesmente fazer caixa (…). Ele precisa fazer dinheiro e vem fazer dinheiro com bens públicos”, criticou o vereador que destacou que, em 1997, a Cemig assinou com a União um contrato de concessão de 20 anos das usinas Jaguara, São Simão, Miranda e Volta Grande. Havia uma cláusula que garantia prorrogação por mais 20 anos.
Outro ponto citado por Hermano foi de que em 2012, o governo federal (então do PT) editou a Medida Provisória (MP) 579, que antecipava o vencimento dos contratos. Na ocasião, o então governador Antônio Anastasia foi contra.
Leo Moreira
O presidente da Mesa Diretora, Leo Moreira (PSB), leu uma carta aberta assinada por todos os vereadores de Ponte Nova contra o leilão da Cemig, em 27 de setembro. A carta será enviada ao governo federal, Câmara dos Deputados, Ministério de Minas e Energia e demais órgãos regulatórios. “Temos que defender o direito do consumidor”, salientou Leo com base em matéria publicada no jornal O Tempo que destaca que a energia pode triplicar de preço.
O vereador disse que considera a energia de Minas Gerais a mais cara do país e o retorno recebido é muito pouco do ponto de vista da prestação de serviços. “Estamos fazendo a nossa parte enquanto Câmara nos posicionando contra mais esta questão quer impor as todos os mineiros”, disse Leo.
Ele ressaltou ainda que, em abril deste ano, a Câmara de Ponte Nova realizou uma Jornada de Debates com o tema “Atendimento da Cemig”. Solicitada pelo vereador Antônio Carlos Pracatá (PSD), a iniciativa surgiu a partir do grande número de reclamações dos clientes da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) com os serviços prestados no município e mais 24 cidades da região.
Uma carta foi encaminhada, ao presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Bernardo Afonso Salomão de Alvarenga, com assinatura dos vereadores de Ponte Nova e de participantes da Jornada de Debates, porém, até o momento, não há respostas.
Entre as principais reclamações apresentadas, estão: interrupções no fornecimento de energia elétrica com demora excessiva, de até 72 horas, para restabelecimento, podendo chegar a até uma semana na área rural e falta de investimentos da Cemig para compensar as constantes interrupções de energia principalmente nos períodos chuvosos.
Foto: Usina Hidrelétrica São Simão está localizada na divisa dos estados de Minas Gerais e Goiás


